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FC Porto

Conceição: “Os jogos são todos perigosos, independentemente do escalão. A responsabilidade de ganhar é toda nossa”

O FC Porto vai defrontar o Sintrense, em Sintra, na sexta-feira (18h45, Sport TV1), num jogo a contar para a Taça de Portugal. A partida seguinte será contra o AC Milan, de novo para a Liga dos Campeões, e Sérgio Conceição garantiu que "um bloco bem grande de imagens" da equipa italiana "para ver e ainda não [pegou] nele

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A análise ao Sintrense

“É a festa da Taça. É uma competição que eu e o clube damos muito valor, é a segunda competição mais importante a nível interno, por isso temos aspirações de fazer o mesmo que já fizemos nestes quatro anos, que é ir à final e ganhar. Vamos ter um jogo onde a responsabilidade de ganhar é toda nossa, contra uma equipa que ainda não perdeu no campeonato. É uma equipa que começou a jogar de uma forma e que mudou para um 3-5-2, 5-3-2, e que tem jogado maioritariamente assim, sendo que num ou noutro jogo a meio tenha mudado essa forma de jogar, metendo mais um avançado, para 3-4-3, assim como no jogo amigável contra o Belenenses (na segunda parte). Estudamos o adversário da mesma forma que fazemos no nosso campeonato e na Liga dos Campeões. Seriedade máxima, vamos lá para fazer um bom jogo e ganhar.”

Mudanças no 11

“Os jogadores têm de conquistar os seus minutos e os seus jogos, mas nessa preparação obviamente que entram nas contas e estão mais próximo de iniciar o jogo os jogadores que estiveram neste tempo com a equipa, para preparar este jogo.”

O jogo seguinte é contra o AC Milan

"Tenho há alguns dias um bloco bem grande de imagens do Milan para ver e ainda não peguei nele. Tenho-me preocupado a olhar para aquilo que é a equipa do Sintrense. Estou a dizer isto e a minha equipa técnica está a ver e sabe que é verdade. Os jogadores sentem isso. Foco total no Sintrense, no jogo de amanhã. Depois, então, pensaremos naquilo que vai ser o jogo da Liga dos Campeões.”

Vê perigos num jogo destes?

“Os jogos são todos perigosos de se jogar, independentemente do escalão que se vai defrontar. Hoje em dia, as equipas estão bem preparadas, se não estivermos ao nosso nível, podemos sofrer com isso. Não é só o FC Porto, é geral.”

As ausências

“O Mbemba está fora. O Otávio está melhor. O Taremi também está fora, por castigo. Depois, o Matheus [Uribe], o Corona e o Luis [Díaz], com estas datas FIFA, é impossível estarem no jogo. Só chegam sábado.”

Corona e declarações do selecionador mexicano

"Não me fica bem comentar aquilo que são as palavras de um colega de trabalho. Não é um momento tão exuberante e tão bom [do Corona] como já foi noutros tempos. Tem que ver com vários fatores: ele chegar mais tarde, teve pouco tempo de férias, não tem jogado tanto, está a aproveitar para descansar, para depois entrar e entrar bem. Sair ou não do FC Porto, nunca olhei para os contratos ou durabilidade que têm, mas sim rendimento deles diariamente."

Luis Díaz, Matheus Uribe e Taremi, os jogadores com mais minutos

"Estamos atentos, temos de viver com isso. Temos de fazer, aí sim, essa gestão, naquilo que tem de ser a recuperação. Quando não estão em competição com as suas seleções, tentamos ao máximo, apesar da grande utilização desses jogadores, que tudo aquilo que fazem seja para estarem preparados para estarem num nível alto nos jogos. Preocupa-nos nesse sentido. Os clubes estão apetrechados nos diferentes departamentos, os jogadores estão mais preparados do que há alguns anos para fazerem a quantidade dos jogos que se fazia, mas não de forma tão exagerada.”

Testes e experiências

“Não será seguramente por jogar numa posição diferente que vão deixar de cometer erros. O erro faz parte daquilo que é o jogo. Não sou muito adepto de ir para um jogo e mudar aquilo que é o comportamento da equipa, aquilo que é normalmente a posição. Quando há um jogador que joga numa posição diferente do que vocês estão habituados a ver, há um trabalho feito, algumas semanas, como o João Mário. É trabalhado, não é de um momento para o outro. Há nuances, há estratégia para os jogos, naquilo que é a ocupação de espaços, no que pedimos quando temos a bola. Para diferentes comportamentos, sim, é verdade, mas não mudar aquilo que é a base da equipa nos seus sistemas habituais.”