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FC Porto

Conceição e o jogo em Milão: “Temos de ser inteligentes a nível emocional. Os 15 minutos iniciais nestes ambientes são sempre difíceis”

O FC Porto joga na quarta-feira em casa do Milan para a Liga dos Campeões e o treinador vê complicada a disponibilidade de Uribe, Marcano e Wendell, todos com problemas físicos

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O que espera do jogo

“Expectativas são sempre as mesmas: preparar o jogo e querer ganhá-lo. Os jogos são todos diferentes, é verdade, é o mesmo adversário de há alguns dias mas cada jogo tem a sua história, a sua vida. Independentemente dos jogadores que entrarem, será sempre um onze fortíssimo do Milan e compete-nos contrariar a qualidade individual mas também uma grandíssima qualidade coletiva naquilo que é a dinâmica da equipa. É também um ambiente que não é fácil, que vai ser bom para nós porque nós também gostamos desses ambientes. Vamos lá com o intuito de ganhar o jogo”

O Milan

“Estamos a falar de um clube que tem só sete títulos de campeão europeu e quatro mundiais. Está tudo dito, é um clube que tem o seu peso, a sua história. É uma equipa que ainda não perdeu na Serie A. Acabou de ganhar um jogo em Roma contra um dos melhores treinadores do mundo e o que nos espera são muitas dificuldades”

Milan de Champions muito diferente do Milan da Serie A?

“A nível de resultados é diferente, mas se olharmos para o jogo de Liverpool, estiveram a ganhar, fizeram dois golos em Inglaterra… não é fácil. Contra o Atlético Madrid foi também um resultado equilibrado. Se havia jogo que não merecia perder se calhar era esse. Depois aqui no Dragão de facto fomos um adversário muito forte e contrariámos ao máximo os pontos fortes deles, e há tantos”

Ausência de Uribe

“Normalmente não jogamos em função da ausência de um jogador, seja quem for. O plano de jogo é definido. Mas a verdade é que tirámos ao Milan aquilo que eles gostam tanto de fazer e vimos agora contra a Roma como a Roma se sentiu desconfortável quando deu a iniciativa ao Milan, que explorou coisas que a equipa tem que eu acho interessantíssimas, nomeadamente o jogo pelos corredores laterais, meter muita gente por dentro. Fica difícil de contrariar. Quanto mais longe estivermos da nossa baliza, melhor é. Foi assim que se passou no Dragão. O plano de jogo tem a ver com esses pontos fortes do adversário e aquilo que nós somos. Esporadicamente já o fiz, mas não sou muito de mudar os princípios da equipa em função do adversário. Já o fiz e estou a lembrar-me por exemplo contra o City. Vamos ver. Não vou dizer mais nada se não do outro lado em Itália começam a bater palmas porque sabem o que vou fazer”

Uribe, Marcano e Wendell

“É muito difícil para os três. O Wendell de certeza, o Marcano difícil e Uribe difícil. Mas vão acompanhar a equipa, até porque foi um pedido do Wendell, quer acompanhar, estar perto da equipa e também temos lá o departamento médico que pode dar continuidade aos tratamentos”

Regressos no Milan (Diaz, Theo, Kessié)

“O Brahim Diaz é aquele jogador que é um puro número 10 e define muito bem. O Kessié como referência naquilo que é o mais físico, a par do Bakayoko. É um jogador importante nos equilíbrios. O Theo Hernandez é um jogador importante em termos ofensivos, na progressão com bola e as permutas que provoca com o Rafael Leão. Defensivamente é ela por ela em relação aos outros laterais. São sempre três jogadores que acrescentam”

FC Porto cínico?

“Temos de ser inteligentes a nível emocional. Os 15 minutos iniciais nestes ambientes são sempre difíceis e temos de saber jogar com isso. E jogar com isso é entrar de forma igual ou ainda mais forte que o adversário, com a mesma agressividade, vontade, pausando o jogo quando temos de pausar. Faz parte da estratégia. Não acho que tenhamos de abordar o jogo pensando que depois com este ou aquele resultado… quando é assim normalmente esse resultado acaba por ser negativo”