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FC Porto

Sérgio Conceição: “Para fazer falta é preciso chegar a tempo de a fazer. O problema é quando estamos bem posicionados e nem perto chegamos”

O FC Porto visita, na quarta-feira Anfield (20h, Eleven Sports 2), o estádio do Liverpool, que já está apurado para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Iván Marcado está fora dos convocados, mas Pepe ainda não está descartado

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1-5 no Dragão

“Dissecámos esse jogo, corrigimos, trabalhámos em cima de alguns erros. Já falámos sobre ele. O importante é o jogo de amanhã [quarta-feira].”

Liverpool já qualificado

“Não podemos controlar aquilo que o adversário vai fazer, nomeadamente as escolhas do treinador para o 11 inicial. Temos de olhar para o que é um lote grandíssimo de jogadores que, independentemente de quem jogar, vai com certeza dar uma resposta capaz e ao nível de estar inserido num grupo de trabalho como o Liverpool. Na minha opinião, é das melhores equipas do mundo. Olhamos para a dinâmica coletiva da equipa e os princípios da mesma.”

Melhor FC Porto da era Sérgio Conceição?

“Não. Há períodos em que sentimos que a equipa está bem e confortável, independentemente das adversidades que pode encontrar durante o jogo. Está mais capaz nos diferentes momentos do jogo, estamos a falar de transição ofensiva, defensiva, organização defensiva e ofensiva e dos chamados esquemas táticos. Para depois, no fundo, sentir-se confortável dentro disso para depois puxar para cima o sexto momento, o talento, a qualidade de cada um que é intrínseca. Ou seja, vem de uma forma normal e natural, principalmente quando a equipa se sente confortável. Já passei nestes quatro anos períodos e momentos em que a equipa estava nesse patamar.”

Marcano & Pepe

“Não vai viajar connosco sequer. Vai viajar, mas será até à última hora tentar recuperar um jogador que, não só dentro do campo, mas também naquilo que é balneário e o peso que tem para os colegas, é um jogador extremamente importante. Com o Pepe há alguma esperança em recuperá-lo, Marcano é impossível.”

Buscas

“Olhamos para o que é o nosso trabalho e o nosso foco. Tudo o resto, falar do futebol e não de futebol, não quero. Isso não foi falado. Os jogadores, hoje em dia, tudo o que passa do balneário e do que gostam, que é a família, as redes sociais, essas situações todas, passa-lhes ao lado. Tenho um grupo de jogadores inteligentes e experientes e que veem as notícias, sem dúvida nenhuma. Mas não foi nada comentado, o mais importante é o jogo de amanhã.

Espero é que as pessoas não sejam julgadas em praça pública, normalmente os treinadores são. Até lá, não havendo acusação, as pessoas têm direito à presunção de inocência, eu confio nas pessoas do FC Porto, nomeadamente no nosso presidente tão falado e tão focado.”

Agressividade

“Esse jogo [da primeira volta, 1-5] passou, analisámos. Às vezes, para fazer falta, é preciso chegar a tempo de fazer falta. O problema é quando estamos bem posicionados e nem perto chegamos do jogador. Quando falamos na agressividade, as pessoas ligam ao duelo e roubar a bola ao adversário. Agressividade em tudo no jogo, muitas vezes tem a ver com o movimento agressivo, com sermos agressivos no momento de decidir e concluir. Não é só quando não temos bola, agressividade no geral. Acho que é uma das características…

Se olharmos para as melhores equipas do momento, [têm] essa agressividade, intensidade no jogo, a mudança de ritmo, capazes de ter bola e ao mesmo tempo serem equipas verticais, que permitem muito pouco aos adversários pela constante pressão que fazem. Estamos a falar do Liverpool como uma das melhores. Podemos falar no Bayern Munique também, da seleção alemã. É como vejo o futebol, não é de hoje. (...) Não fomos uma equipa coletivamente forte nesse jogo [com o Liverpool], foi tudo analisado e dissecado ao máximo.”

Resultado ideal no Atlético-Milan

“Na segunda ou terceira conferência de imprensa que dei, disse que a segunda equipa a passar o grupo se ia decidir tudo no último jogo, é essa a minha convicção.”