Tribuna Expresso

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  • Israel Folau, o jogador homofóbico que agora alega discriminação religiosa

    Râguebi

    Poderia, e deveria, ter estado no último Mundial e sido um dos melhores jogadores da Austrália, mas Israel Folau, um devoto cristão, estava suspenso, desde maio, por dizer que os homossexuais estavam destinados a ir para o inferno. Agora, quer uma indemnização de 8,6 milhões de euros da Federação Australiana de Râguebi, alegando ser alvo de discriminação religiosa e defendendo, também, que a seleção teria chegado "a uma prestação superior" no Campeonato do Mundo se tivesse sido convocado

  • Engana-me que eu gosto, histórica África do Sul

    Râguebi

    A seleção que jogava o râguebi mais físico, com mais pontapés territoriais e maior aposta no jogo no chão e nas formações, fez bluff, mudou o estilo na final e ganhou (32-12). A África do Sul conquistou o terceiro Mundial da história, o primeiro com um capitão negro, Siya Kolisi, contra uma Inglaterra que pareceu ter a sua final há uma semana

  • Uma Nova Zelândia de bronze no Mundial

    Râguebi

    All-blacks bateram o País de Gales por 35-17 no jogo de atribuição do 3.º lugar, num encontro que se disputou em Tóquio. A grande final, entre Inglaterra e África do Sul, joga-se no sábado, às 9h de Lisboa

  • Ingleses desafiaram o haka e foram multados: "Têm carradas de dinheiro, conseguem pagar a multa"

    Râguebi

    Antes de, incrivelmente, subjugarem a Nova Zelândia como há muito não se via e impedirem que marcasse pontos durante quase uma hora, os ingleses alinharam-se em forma de 'v' e avançaram contra os adversários durante o típico ritual maori. Os neozelandeses gostaram do desafio e elogiaram-no, mas a World Rugby, mesmo achando graça à resposta que partilhou como "incrível", multou a Inglaterra por alguns jogadores terem ultrapassado a linha do meio campo

  • Entre o kick e o rush, a África do Sul chegou à final

    Râguebi

    Os sul-africanos ultrapassaram os galeses (19-16) e vão discutir o título Mundial contra a Inglaterra. Mais sólida e, sobretudo, mais confortável a jogar um râguebi partido e pouco fluído, a África do Sul foi eficaz no tiro aos postes, uma constante nesta meia-final

  • Calma, são só “15 gajos” a dançarem

    Râguebi

    Vamos em nove edições do Mundial e os bravos galeses podem tornar-se, apenas, na sexta seleção a jogar uma final, roubando um pouco de marasmo ao torneio se vencerem a África do Sul. Na outra meia-final, as ingleses que, provavelmente, têm a defesa mais fiável da competição, jogam contra a Nova Zelândia, que não derrotam há sete anos e cujo jogo começa no reputado haka, que pode intimidar muita gente, mas não Eddie Jones, o selecionador inglês: "Nessa altura do jogo, podiam estar a tocar as Spice Girls que eu não reparava"

  • Japão, terra do espetacular râguebi nascente

    Râguebi

    Um tufão não impediu o jogo à mão mais dinâmico, intenso e criativo a atacar espaços do Mundial - salvo aqueles que vestem sempre negro - de ganhar (28-21) à Escócia e chegar, pela primeira vez, aos quartos-de-final. O Japão vai reencontrar-se com a África do Sul e, quem sabe, com um milagre

  • Escócia recusa ser "um dano colateral" do tufão. Ou melhor, das regras

    Râguebi

    O tufão Hagibis ameaça cancelar o Japão-Escócia de domingo, que os britânicos têm de vencer para se qualificarem para os quartos-de-final do Mundial de râguebi. O presidente da federação escocesa é contra a seleção ser prejudicada por uma decisão "tomada à pressa", mas talvez se tenha esquecido de um ponto: a Escócia assinou, como as restantes 20 nações, um acordo de consentimento do regulamento da prova, que obriga os jogos da fase de grupos a serem realizados da data e hora originais

  • Hagibis: o tufão que elimina seleções e deixa gigantes em lágrimas

    Râguebi

    Hagibis é o nome do tufão que obrigou a organização do Mundial de râguebi a cancelar dois jogos de sábado e a ponderar se autoriza, ou não, que se realizam os quatro que há agendados para domingo. Caso o temporal não o permita, é bem provável que o Japão sobreviva à fase de grupos e a Escócia morra nesta fase sem entrar em campo para o impedir. A culpa é do ciclone tropical e das regras da competição

  • Não é só placar. Há regras e têm sido impostas, mas não para agrado de todos

    Râguebi

    Já houve quatro jogadores alvo de revisões do painel disciplinar do Mundial por causa de placagens altas, dirigidas à cabeça, ou feitas apenas com o ombro. Três foram suspensos por três jogos, o outro não porque Will Hooley, americano que sofreu a placagem, não a considerou perigosa. Mas há quem se queixe de os árbitros estarem a ser demasiado castigadores contra cargas demasiado elevadas ou, como disse Michael Hooper, capitão da Austrália, de estarem a punir quem leva com "uma técnica de placagem horrível"

  • Este Mundial já tem uma surpresa: o Uruguai

    Râguebi

    O Uruguai é a quarta seleção com pior ranking no Mundial de râguebi, na qual nem todos os jogadores são profissionais, mas ganharam às ilhas Fiji, que falharam um pontapé aos postes no último segundo e confirmaram o primeiro resultado surpreendente na prova

  • O lado negro da lua oval

    Râguebi

    Os sul-africanos começaram intensos, duros e pressionantes sem bola, com muitos pontapés territoriais a empurrarem os neozelandeses para trás. Mas, ao primeiro erro alheio, os All Blacks farejaram hesitação, marcaram 17 pontos em cinco minutos (na primeira parte) e arrancaram para uma daquelas vitórias (23-13) que lhes surge, mesmo quando não jogam em modo-deus

  • Acho que nunca nos conhecemos, mas eu sou Nigel Owens, o árbitro, e isto não é futebol

    Râguebi

    O melhor árbitro do mundo é galês, tem 47 anos, apitou a final do Mundial de há quatro anos, o jogo inaugural deste e foi o primeiro homem a assumir, publicamente, a sua homossexualidade no râguebi. Depois de tudo isto, Nigel Owens ainda é quem mais e melhores tiradas diz durante os encontros, e todos o podemos ouvir porque quem apita tem microfones que espalham o som pelo estádio. Esta é a última de cinco histórias que a Tribuna Expresso publica sobre o Mundial de Râguebi do Japão, que arrancou esta sexta-feira

  • O Mundial começou de olhos em bico

    Râguebi

    O Japão ainda esteve a perder contra o insistente jogo ao pé da Rússia, mas os anfitriões impuseram-se por 20 pontos (30-10), criaram a primeira estrela do Mundial - Konaro Matsushima marcou três ensaios - e entraram na competição como se esperava

  • Nasci fora? Não há problema, dizem 138 jogadores que vão estar no Mundial

    Râguebi

    Os critérios da World Rugby para aceitar alguém que jogue por uma seleção que não a do país de nascimento são mais levianas do que, por exemplo, o futebol. É por isso que poucas são as nações que não levarão alguém naturalizado ao Japão e continuam a aproveitar uma faceta do râguebi que começará a ser apertada já em 2020. Esta é a quarta de cinco histórias que a Tribuna Expresso publica até sexta-feira, dia em que arranca o Mundial de Râguebi do Japão

  • Quando o Japão deu uma lição: é preciso arriscar perder para poder ganhar

    Râguebi

    A maior surpresa de sempre no desporto em que estas não abundam aconteceu porque, a minutos do fim, com hipótese de chutar aos postes para ter um empate que já seria histórico, o capitão do Japão decidiu arriscar, continuou a jogar à mão e teve o ensaio que derrotou a África do Sul, em 2015. E, para este ano, diz que "o objetivo ideal é ganhar o Mundial". Esta é a terceira de cinco histórias que a Tribuna Expresso publica até sexta-feira, dia em que arranca o Mundial de Râguebi do Japão

  • Futebol, pé. Basquetebol, mão. Râguebi, também pode ser pé

    Râguebi

    Jonny Wilkinson deu um Mundial à Inglaterra batendo a bola aos postes, em 2003, Stephen Larkham deu um pontapé a 48 metros de distância quando todos lhe disseram para não o fazer, em 1999, e Joel Stransky deu uma alegria a Nelson Mandela em 1995. Esta é a segunda de cinco histórias que a Tribuna Expresso publica até sexta-feira, dia em que arranca o Mundial de Râguebi do Japão

  • Olá, râguebi. Eu sou o Jonah Lomu

    Râguebi

    Era anormalmente grande, musculado e rápido para a massa que carregava no corpo. Pedia a bola e, em vez de se esquivar, ia a direito e atropelava, literalmente, quem o tentava placar. O Mundial de 1995 ficou como o ressuscitar da África do Sul, mas, a ser de um jogador, foi do espantoso Jonah Lomu, a primeira estrela global do râguebi. Esta é a primeira de cinco histórias que a Tribuna Expresso publica até sexta-feira, dia em que arranca o Mundial de Râguebi do Japão

  • Morreu Chester Williams, único jogador negro da África do Sul que ganhou o Mundial de 1995

    Râguebi

    Há 24 anos, uma África do Sul a tentar renascer socialmente no pós-Apartheid organizou o Campeonato do Mundo de râguebi, no qual Nelson Mandela viu uma oportunidade de unir o povo em torno de um desporto associado à população branca e opressora. Os springboks, que estavam longe de serem favoritos, conquistaram a prova com apenas um jogador negro na equipa, Chester Williams, que faleceu esta sexta-feira, aos 49 anos

  • Pela primeira vez, o mundo oval é de Gales

    Râguebi

    Findas 509 semanas consecutivas (quase 10 anos) em que o ranking mundial de râguebi foi liderado por tipos vindos da terra onde há mais ovelhas do que pessoas, há uma mudança inédita: o País de Gales é o novo número um, agora que faltam 31 dias para o arranque do Mundial

  • Será possível que a Nova Zelândia esteja a afrouxar?

    Râguebi

    A pouco mais de um mês do Mundial (arranca a 20 de setembro), os todo-poderosos All Blacks perderam (47-26), e bem, com a Austrália titubeante e em renovação. Pela primeira vez em oito anos não ganharam o Rugby Championship, torneio anual que junta as quatro melhores seleções do hemisfério sul. Mesmo que não se possa falar em crise, houve pelo menos uma ligeira quebra nos quase infalíveis resultados da Nova Zelândia