Os rumores eram mesmo verdadeiros. Aos 38 anos, Daniel Carter já treinou com os Auckland Blues, disse que está em forma, mas não em forma para jogar (apenas fez seis jogos no último ano e meio), e que ficou entusiasmado por treinar "na mesma cidade onde os filhos vão à escola"
Um dos melhores jogadores de sempre e, provavelmente, o ainda mais mediático, pode estar prestes a voltar à Nova Zelândia e ao formato do Super Rugby interno que o país criou para lidar com a pandemia. Aos 38 anos e após cinco épocas no estrangeiro, uma mensagem de WhatsApp parece indicar que Daniel Carter vai jogar nos Blues de Auckland, não pelos Crusaders de Christchurch, clube que sempre representou
Para o antigo jogador de râguebi, as palavras “vírus” e “doença”, repetidas na comunicação social, provocavam-lhe ansiedade no início da pandemia. Agora faz trabalho comunitário
Agustín Pichot era a solução aparecida à última hora, o maverick das ideias um quê radicais e o candidato das nações com menos voz no centralizado poder de decisão do râguebi. Mas o argentino perdeu as eleições para a presidência da World Rugby para Bill Beaumont, o inglês que foi reeleito e prometeu o que o adversário andou a pregar antes da votação: "Vou trabalhar para implementar uma mudança progressiva, significativa e sustentável"
Agustín Pichot era o capitão da Argentina que, em 2007, acabou o Mundial em terceiro lugar. Desde 2015 que é vice-presidente da World Rugby e, à última hora, anunciou a candidatura à presidência da entidade que jamais teve alguém fora das Seis Nações do râguebi a ser quem mais ordena. Antigo médio de formação, o argentino pretende tornar a modalidade mais inclusiva: "É tempo de mudar e focar a atenção, o amor e a dedicação em todas as federação de maneira igual". As eleições são a 26 de abril e o resultado será conhecido a 12 de maio
A final do Mundial de râguebi de 2003 jogou-se na Austrália, entre a seleção da casa e a Inglaterra, que foi ganhando ao sabor dos pés de Jonny Wilkinson até ele ser a única esperança que lhes restava no último minuto do prolongamento, com o resultado em 17-17. A rubrica "O Meu Jogo" convida o cronista, jornalista, ex-jogador, seja o que for, a relembrar-se dos eventos desportivos que mais o marcaram, como adepto ou interveniente
Há 149 anos, publicaram-se anúncios em dois jornais, escolheram-se os melhores jogadores e, em Edimburgo, jogou-se o primeiro encontro internacional de râguebi. Houve três ensaios, mas a Escócia ganhou à Inglaterra apenas por 1-0, porque tocar com a bola na área só dava direito a uma tentativa de chutar a bola aos postes. Daqui nasceu a Calcutta Cup, primeiro troféu da modalidade, que ainda hoje se decide entre as duas seleções em cada torneio das Seis Nações
Advogados, engenheiros, médicos ou estudantes foram ao Uruguai, precisamente há 13 anos, garantir a inédita qualificação de Portugal para o Mundial de râguebi, tornando-se na primeira seleção totalmente amadora a consegui-lo. O capitão era Vasco Uva, que recorda à Tribuna Expresso como, na noite anterior, alguns uruguaios foram fazer barulho para a porta do hotel e, antes do jogo, a equipa rezou uma Avé Maria no balneário, algo que nunca fizera
Em Portugal, o futebol está suspenso por tempo indeterminado. Em Espanha parou, em Itália também, a NBA foi suspensa e, na Fórmula 1, a McLaren já se retirou do Grande Prémio da Austrália. As implicações do surto de coronavírus em provas e eventos desportivos vão sendo conhecidas e este é um resumo, que irá sendo atualizado, das suspensões e cancelamentos à medida que forem sendo conhecidos
Foram sete ensaios contra três (39-24), mas, em Paris, a seleção nacional esteve, por duas vezes, na frente de um jogo em que muita luta deu à Geórgia, que competiu no último Mundial e reclama, há algum tempo, a promoção para o principal torneio europeu das Seis Nações. Com os restantes resultados do grupo, Portugal já garantiu a permanência no Rugby Europe Championship, a segunda divisão do râguebi europeu
A seleção nacional bateu a Roménia por 22-11 e garantiu a segunda vitória no Rugby Europe Championship, a segunda divisão do râguebi europeu. Foi apenas a quarta vitória na história contra os romenos, que só falharam o último Mundial por terem sido desqualificados, devido à utilização de jogadores não elegíveis
A França, que muito tem trocado de seleccionadores, jogadores e tentativas de atinar o rumo, ganhou (24-17) à Inglaterra na primeira jornada do torneio das Seis Nações. Os ingleses só pontuaram quase à hora de jogo e os franceses, entre a turbulência quase crónica que os atormenta há mais de uma década, mostraram que algo poderá estar a mudar
Poderia, e deveria, ter estado no último Mundial e sido um dos melhores jogadores da Austrália, mas Israel Folau, um devoto cristão, estava suspenso, desde maio, por dizer que os homossexuais estavam destinados a ir para o inferno. Agora, quer uma indemnização de 8,6 milhões de euros da Federação Australiana de Râguebi, alegando ser alvo de discriminação religiosa e defendendo, também, que a seleção teria chegado "a uma prestação superior" no Campeonato do Mundo se tivesse sido convocado
Kolisi sublinhou que a união de uma equipa feita de diferentes origens resultou numa vitória histórica da África do Sul. E pediu o mesmo aos seus compatriotas
A seleção que jogava o râguebi mais físico, com mais pontapés territoriais e maior aposta no jogo no chão e nas formações, fez bluff, mudou o estilo na final e ganhou (32-12). A África do Sul conquistou o terceiro Mundial da história, o primeiro com um capitão negro, Siya Kolisi, contra uma Inglaterra que pareceu ter a sua final há uma semana
Inglaterra e África do Sul jogam a final do Mundial de râguebi no sábado (9h, Sport TV1) e não há pessoa mais ligada a tudo o que está em causa do que Eddie Jones, o selecionador inglês
All-blacks bateram o País de Gales por 35-17 no jogo de atribuição do 3.º lugar, num encontro que se disputou em Tóquio. A grande final, entre Inglaterra e África do Sul, joga-se no sábado, às 9h de Lisboa
Antes de, incrivelmente, subjugarem a Nova Zelândia como há muito não se via e impedirem que marcasse pontos durante quase uma hora, os ingleses alinharam-se em forma de 'v' e avançaram contra os adversários durante o típico ritual maori. Os neozelandeses gostaram do desafio e elogiaram-no, mas a World Rugby, mesmo achando graça à resposta que partilhou como "incrível", multou a Inglaterra por alguns jogadores terem ultrapassado a linha do meio campo
Os sul-africanos ultrapassaram os galeses (19-16) e vão discutir o título Mundial contra a Inglaterra. Mais sólida e, sobretudo, mais confortável a jogar um râguebi partido e pouco fluído, a África do Sul foi eficaz no tiro aos postes, uma constante nesta meia-final
A Inglaterra derrotou a Nova Zelândia que não perdia há 12 anos e 20 dias em campeonatos do mundo. Como? Jogando como se fossem eles os All Blacks, com um jogo rápido, à mão, intenso, frenético e implacável nas placagens
Vamos em nove edições do Mundial e os bravos galeses podem tornar-se, apenas, na sexta seleção a jogar uma final, roubando um pouco de marasmo ao torneio se vencerem a África do Sul. Na outra meia-final, as ingleses que, provavelmente, têm a defesa mais fiável da competição, jogam contra a Nova Zelândia, que não derrotam há sete anos e cujo jogo começa no reputado haka, que pode intimidar muita gente, mas não Eddie Jones, o selecionador inglês: "Nessa altura do jogo, podiam estar a tocar as Spice Girls que eu não reparava"
Um tufão não impediu o jogo à mão mais dinâmico, intenso e criativo a atacar espaços do Mundial - salvo aqueles que vestem sempre negro - de ganhar (28-21) à Escócia e chegar, pela primeira vez, aos quartos-de-final. O Japão vai reencontrar-se com a África do Sul e, quem sabe, com um milagre
O tufão Hagibis ameaça cancelar o Japão-Escócia de domingo, que os britânicos têm de vencer para se qualificarem para os quartos-de-final do Mundial de râguebi. O presidente da federação escocesa é contra a seleção ser prejudicada por uma decisão "tomada à pressa", mas talvez se tenha esquecido de um ponto: a Escócia assinou, como as restantes 20 nações, um acordo de consentimento do regulamento da prova, que obriga os jogos da fase de grupos a serem realizados da data e hora originais
Hagibis é o nome do tufão que obrigou a organização do Mundial de râguebi a cancelar dois jogos de sábado e a ponderar se autoriza, ou não, que se realizam os quatro que há agendados para domingo. Caso o temporal não o permita, é bem provável que o Japão sobreviva à fase de grupos e a Escócia morra nesta fase sem entrar em campo para o impedir. A culpa é do ciclone tropical e das regras da competição
Já houve quatro jogadores alvo de revisões do painel disciplinar do Mundial por causa de placagens altas, dirigidas à cabeça, ou feitas apenas com o ombro. Três foram suspensos por três jogos, o outro não porque Will Hooley, americano que sofreu a placagem, não a considerou perigosa. Mas há quem se queixe de os árbitros estarem a ser demasiado castigadores contra cargas demasiado elevadas ou, como disse Michael Hooper, capitão da Austrália, de estarem a punir quem leva com "uma técnica de placagem horrível"