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É uma hipótese para calçar as botas. Quer jogue, ou não. Daniel Carter está mesmo de volta

Os rumores eram mesmo verdadeiros. Aos 38 anos, Daniel Carter já treinou com os Auckland Blues, disse que está em forma, mas não em forma para jogar (apenas fez seis jogos no último ano e meio), e que ficou entusiasmado por treinar "na mesma cidade onde os filhos vão à escola"

Diogo Pombo

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Está em forma, mas não em forma de râguebi. Ainda vai demorar "algumas semanas" a estar pronto para jogar, por mais afim que esteja. Não o faz "há vários meses", desde que o seu contrato acabou no Japão e foi para Auckland, onde hoje vivem a mulher e os três filhos, por isso está "entusiasmado por poder treinar na mesma cidade" onde os rebentos "vão à escola".

Em resumo, estas foram as primeiras palavras ditas por Daniel Carter pouco depois de treinar na quarta-feira, pela primeira vez, com os Blues, confirmando as notícias que, horas antes, falavam no seu regresso à Nova Zelândia, com 38 anos, para jogar o formato reduzido do Super Rugby (uma espécie de Liga dos Campeões oval do hemisfério sul) só com equipas do país.

O médio de abertura, contudo, apenas jogou seis encontros no último ano e meio e, por mais que seja vistoso e melancólico vê-lo a pontapear bolas com Beauden Barrett - quem o substituiu nos All Blacks, já foi considerado duas vezes o melhor jogador do mundo desde então e também assinou pelos Blues esta época -, ainda deverá faltar algum tempo para Carter voltar, de facto, a jogar.

Porque tem de "ser realista". Nos últimos três meses nem sequer teve um treino de râguebi. "Vou demorar algum tempo até estar preparado", admitiu.

Daniel Carter está nos Blues para um provável canto do cisne porque Leon MacDonald, um antigo "mate" e atual treinador, que com ele jogou nos Crusaders, equipa de Christchurch que sempre se pensou ser a única para o neozelandês, lhe telefonou a perguntar se queria "vir como substituto".

Alguns dos jogadores mais novos dos Blues estão a "beliscar-se", contou MacDonald. Não sabem se "hão-de cumprimentar" Carter ou "pedir-lhe um autógrafo". O treinador define o jogador como alguém de "cabeça ponderada, altruísta e sem ego" que vai ajudar os mais jovens - "é o nosso Tom Brady, simplesmente não pára".

Não respondeu "logo com um sim", mas, explicou, "dada a oportunidade de voltar a treinar e eventualmente jogar", era uma hipótese "bastante cool" para também "retribuir ao râguebi tudo o que [lhe] deu ao longo dos anos".

  • Aos 38 anos, parece que Daniel Carter voltará a jogar na Nova Zelândia

    Râguebi

    Um dos melhores jogadores de sempre e, provavelmente, o ainda mais mediático, pode estar prestes a voltar à Nova Zelândia e ao formato do Super Rugby interno que o país criou para lidar com a pandemia. Aos 38 anos e após cinco épocas no estrangeiro, uma mensagem de WhatsApp parece indicar que Daniel Carter vai jogar nos Blues de Auckland, não pelos Crusaders de Christchurch, clube que sempre representou