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Mensagens dos agressores de Alcochete revelam plano: “O Jorge Jesus é meu”, “Bate a sério no William”, “Levam todos, até o Paulinho”

Adeptos do Sporting que invadiram a Academia de Alcochete tinham plano delineado de quem agredia quem. As mensagens foram reveladas pelo "Correio da Manhã"

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Bas Dost foi um dos jogadores do Sporting agredidos por adeptos na invasão à Academia

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Os adeptos do Sporting que invadiram a Academia do clube em Alcochete, em maio, não iam lá só para dar uma reprimenda moral, fazer pressão sobre os jogadores ou a equipa técnica. Estes tinham planos de partir para as agressões, conforme indicam as mensagens trocadas pelo grupo no “WhatsApp” e que estão agora na posse da Polícia Judiciária. “Vão levar no focinho”, prometiam, por exemplo.

Existia, inclusive, um plano delineado de quem batia em quem, revela o “Correio da Manhã” esta quarta-feira, que teve acesso a algumas dessas mensagens. E mais: os membros da claque Juve Leo, nas mensagens trocadas, ainda antes da agressões em Alcochete, prometiam lá voltar para dar uma segunda “reprimenda” à equipa, caso esta perdesse a Taça de Portugal - o que veio mesmo a acontecer.

Segundo o matutino, numa das conversas que constam do mandado de detenção na posse dos arguidos, Emanuel Calças, um dos detidos, diz que precisa de falar com o ‘Musta’ - Mustafá, o chefe da claque leonina -, o que dá a entender que este estava a par de todo o plano.

“Comecem já a ver com quem ficam. JJ é meu”, escreveu Samuel Teixeira. “Mini Capo com o Podence. Mathieu é para o Guerra. Bruno César é para o Paulo. Moita é o Rúben Ribeiro”, apontou, distribuindo “tarefas”.

Ainda na mesma conversa: “F***-** e quem é que fica com o Coates? E o Bas Dost?”, pergunta outro membro da claque, que recebe a garantia: “Levem o esticador. Eu levo o canhão. Nunca mais se levantam.”

“F***-**, então bate a sério no William. Nem joga domingo, está lesionado há seis meses”, escreveu Miguel Ferrão, também constituído arguido.

Nem Paulinho, roupeiro do Sporting, estava fora dos planos. “Levam todos, até o Paulinho. Para bater no Paulinho é preciso quantos?”, perguntou Filipe Alegria, um membro da Juve Leo preso por terrorismo.