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E-toupeira. MP quer Benfica fora das competições entre seis meses e três anos

O Ministério Público acusa a SAD benfiquista de 30 crimes

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Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica

PAULO NOVAIS/LUSA

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Na acusação deduzida ontem contra a SAD do Benfica e Paulo Gonçalves, no âmbito do caso E-toupeira, o Ministério Público (MP) pede que a equipa encarnada seja punida com a proibição de participar em competições desportivas durante um período de seis meses a três anos, avançam o “Jornal de Notícias” e o “Correio da Manhã” esta quarta-feira.

De acordo com o “JN”, o MP acusa a SAD benfiquista de 30 crimes, de corrupção activa e passiva, recebimento indevido de vantagem, violação de segredo, acesso indevido, violação do dever de sigilo, favorecimento pessoal e 28 crimes de falsidade informática.

O "JN" baseia-se no Código Penal e para as penas que estão previstas para pessoas coletivas, neste caso, a SAD encarnada. O MP prevê que se aplique penas acessórias no artigo 4 do Regime de Responsabilidade Penal por Comportamentos Antidesportivos nas acusações de corrupção ativa e oferta indevida de vantagem. São elas: a suspensão de participação em competição desportiva entre seis meses a três anos; privação do direito a subsídios, subvenções ou incentivos do Estado; e proibição do exercício da profissão, função ou atividade pública ou privada, por um período de um a cinco anos (num agente desportivo).

Vieira tinha conhecimento, diz o “CM”

Segundo o “Correio da Manhã” esta quarta-feira, todas as “benesses” concedidas por Paulo Gonçalves aos funcionários judiciais que serviam de ‘toupeiras’ ao Benfica para obter informações sobre o andamento de processos, sobretudo o dos mails, eram do conhecimento do presidente do Benfica.

Quando o assessor jurídico da SAD pedia à direção os bilhetes VIP e lugares de estacionamento na Luz, fazia-o através de mails – enviados sempre com o conhecimento de Vieira.

Estes mails constam agora da prova recolhida nas buscas da Judiciária na operação E-Toupeira, garante o matutino.