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Carlos Ramos recebe pedido de desculpas da presidente da associação de ténis dos Estados Unidos

Katrina Adams, presidente da Federação norte-americana de ténis, que no domingo foi uma das mais ferozes críticas do árbitro português já voltou atrás com as suas palavras e pediu desculpa

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Elsa/Getty

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Em menos de uma semana, Carlos Ramos, o árbitro português que foi atirado para o centro de um furacão mediático, devido às críticas de Serena Williams na final do Open US, já foi tirado do mesmo. Katrina Adams, presidente da Federação norte-americana de ténis, que no domingo foi uma das mais ferozes críticas do árbitro já voltou atrás com as suas palavras e pediu desculpa.

Afinal, Carlos não havia sido sexista. Pelo menos, é isso que dizem as estatísticas (em parte).

Desde 1998, as mulheres no ténis (tal como se queixou Serena) mantém um registo de receber mais penalizações por "participação ilegal de treinador" do que os atletas masculinos - 152 casos, por comparação com 87.

Contudo, nas restantes registos, são os homens quem tem mais penalizações. Por exemplo: foram registados 646 casos de “abuso de raquete” por parte dos homens, nos últimos 20 anos; nas mulheres, esse número ficou-se por 99 situações.

Quanto ao “abuso verbal”, os homens mantém um registo de 62 violações, enquanto as mulheres têm só 16.

Segundo os jornais, Katrina Adams escolheu ontem por desculpar-se a Ramos de forma discreta e privada, à margem do sorteio da meia-final da Taça Davis entre a Croácia e os Estados Unidos, em Zadar, onde o juiz nascido em Moçambique e criado em Lisboa será um dos dois árbitros a subir à cadeira.