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Carvalhal, U2, The Cure e o Guardian: “As pessoas precisam de experiências catárticas e os concertos dão-lhes isso, tal como o futebol”

Carvalhal viu U2 e The Cure, em Vilar de Mouros, em 1982. “O melhor concerto que já vi na minha vida foi o dos Rolling Stones, no Estádio de Alvalade”, disse

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Carlos Carvalhal lidera o Swansea desde dezembro de 2017

Athena Pictures/Getty

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Carlos Carvalhal tornou-se conhecido em Inglaterra, no último ano, por fugir ao guião nas conferências de imprensa. Enquanto foi treinador do Swansea e do Sheffield Wednesday, não foram poucas as vezes que o treinador português surpreendeu os jornalistas britânicos - pelo seu sentido de humor ou pelos pastéis de nata que lhes ofereceu.

Agora, sem clube e a viver em Londres, Carvalhal concedeu uma entrevista ao “Guardian” onde confessa a vontade de voltar a treinar uma equipa da Premier League, mas pouco mais disse sobre futebol.

Sem roteiro, a conversa derivou do futebol para a música, a segunda paixão do português, e os paralelismos entre a arte e o desporto. “Normalmente uma banda atua em grupo, querem entreter as pessoas. As pessoas precisam de experiências catárticas e os concertos dão-lhes isso, tal como o futebol. Não acho que sejam duas coisas assim tão diferentes”, disse Carvalhal.

Carvalhal viu U2 e The Cure, em Vilar de Mouros, em 1982, conta. “O melhor concerto que já vi na minha vida foi o dos Rolling Stones, no Estádio de Alvalade”, disse. Durante a sua estadia em Sheffield, Carvalhal fez amizade com Alex Turner, vocalista dos Artic Monkeys.

Ainda na mesma conversa, Carvalhal relata grande parte do seu percurso pessoa: em criança, estudou música clássica graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, um período em que diz ter estado “rodeado de música clássica, arte e ballet”, mas foram os relvados que acabaram por o conquistar.