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Caso e-toupeira: Paulo Gonçalves iliba Luís Filipe Vieira em tribunal

Paulo Gonçalves garantiu à juíza Ana Peres, durante a fase de instrução do processo “e-toupeira”, que “tinha autonomia” e que não dependia de Vieira para pedir convites, conta o “Correio da Manhã” esta sexta-feira

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Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico do Benfica, ilibou Luís Filipe Vieira, presidente da equipa encarnada, de quem é amigo pessoal, de qualquer interferência no caso da oferta de bilhetes para jogos a funcionários judiciais em troca de informações de clubes rivais, conta o “Correio da Manhã” esta sexta-feira.

Gonçalves garantiu à juíza Ana Peres, durante a fase de instrução do processo “e-toupeira”, que “tinha autonomia” e que não dependia de Vieira para pedir convites.

“Se eu dependia da autorização do presidente para dar convites, não. Até porque, se fosse assim, aquilo tornava- -se inviável”, afirmou, revelando ainda que chegou a pedir 300 convites por época.

Confrontado pela magistrada com um e-mail, no qual acertava detalhes sobre a oferta de bilhetes com Luís Filipe Vieira, o ex-assessor jurídico do Benfica afirmou que tal se tratou de um caso particular. “Se eu coloquei em algumas circunstâncias o presidente ou o doutor Domingos Soares de Oliveira em conhecimento, foi uma situação excecional. A regra é que eu não tenho que pedir autorização a ninguém”, garantiu.

O Ministério Público suspeita que, em troca de convites para os jogos na Luz, os funcionários judiciais recolhiam informações sobre processos em segredo de justiça. Durante a fase de inquérito, Paulo Gonçalves negou sempre esta acusação e garantiu nunca ter pedido qualquer pesquisa.