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Há agressão de Nani? Jaquité é bem expulso? Foi bem mostrado o amarelo a Acuña? O que dizem os especialistas

Nuno Almeida, o juiz da partida, não teve um jogo fácil em mãos. “A alteração no marcador [após o primeiro golo do Tondela, aos seis minutos] gerou animosidade nos momentos que se seguiram”, aponta Duarte Gomes, na “Bola” esta terça-feira

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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O Sporting sofreu a segunda derrota da era Marcel Keizer frente ao Tondela, na segunda-feira à noite. A equipa da casa ganhou por 2-1. Se deixar escapar três pontos já por si foi mau, a equipa leonina perdeu também Acuña (devido ao acumular de cartões amarelos) para o clássico de sábado com o FC Porto.

Nuno Almeida, o juiz da partida, não teve um jogo fácil em mãos. “A alteração no marcador [após o primeiro golo do Tondela, aos seis minutos] gerou animosidade nos momentos que se seguiram”, aponta Duarte Gomes, na “Bola” esta terça-feira.

Minuto 10. Há agressão de Nani a Jaquité?

“Nani foi carregado em falta por Jaquité e atingiu depois o seu infrator com o pé no peito. A decisão de não considerar o lance passível de expulsão foi muito discutível: não foi aquilo que se considera agressão pura, mas houve intencionalidade clara em atingir o adversário, após a carga sofrida”, escreve Duarte Gomes.

Os especialistas em arbitragem do “Jogo”, por sua vez, defendem a decisão do juiz da partida. “Jaquité fez falta e Nani embrulha-se com ele, na queda e depois não houve qualquer conduta violenta”, escreve Jorge Coroado.

Já José Leirós e Fortunato Azevedo dizem que Nuno Almeida teve uma boa intervenção ao mostrar cartão amarelo a ambos os jogadores.

Minuto 51. Jaquité é bem expulso?

Em uníssono: tanto Duarte Gomes na “Bola” como José Leirós, Jorge Coroado e Fortunato Azevedo no “Jogo” entendem que o juiz da partida esteve bem ao mostrar o segundo cartão amarelo a Jaquité. “Chega tarde à bola e negligentemente, derruba por trás Nani. Bem decidido”, escreve Fortunato Azevedo.

Minuto 93. Foi bem mostrado o amarelo a Acuña?

“Se fez falta, foi adequada [o cartão amarelo] mas ficou, de facto, a dúvida (televisiva) se o argentino cometeu ou não infracção”, aponta Duarte Gomes, de forma defensiva.

José Leirós defende que Acuña não fez falta. “Discordo deste cartão amarelo. Não vejo na falta de Acuña motivo para acção disciplinar. Até fico com a sensação de que não há falta”, escreve.