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Super Bowl. Adam Levine e arte do protesto subliminar (de apoio a Colin Kaepernick)

Horas depois do evento, o vocalista dos Maroon 5 publicou nas redes sociais uma lista de palavras que lhe vieram à mente quando a banda aceitou o convite para atuar no Super Bowl. Uma das palavras era “Kneel” (Ajoelhar-se, em português).

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Scott Cunningham

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Há quem tome posições políticas de forma aberta, mas também há que goste de jogar o jogo das ideologias com base em ataques subtis, subliminares e subversivos. Antes do Super Bowl, Adam Levine, vocalista dos Maroon 5, esteve no epicentro de uma discussão política. Foram muitos os artistas que boicotaram e apelaram ao boicote do super-evento desportivo, devido ao que aconteceu com Colin Kaepernick: Cardi B, Rihanna, Roger Waters…

… os Maroon 5, no entanto, aceitaram.

O quarterback que irritou Donald Trump, em 2016, por se ajoelhar contra a brutalidade policial contra as pessoas de cor, durante o hino norte-americano, viu-se afastado dos relvados. Kaepernick nunca mais foi contratado por nenhuma equipa.

Depois de rejeitar participar no evento, Roger Waters desafiou o artista que tocasse no intervalo do Super Bowl a ajoelhar-se quando tivesse em palco. Já na semana passada, escreveu nas redes sociais: “Os meus colegas Maroon 5, Travis Scott e Big Boi vão tocar durante o concerto do intervalo no Super Bowl no próximo domingo. Convido-os a ajoelharem-se no palco, à vista de todos.”

Adam Levine respondeu (de forma mais ou menos assumida) ao desafio do antigo vocalista dos Pink Floyd. No domingo à noite, ao interpretar “Moves Like Jagger”, Adam Levine ajoelhou-se perante o público. Ainda assim, caberá, no final, ao observador tirar as suas próprias conclusões: só coreografia ou homenagem? É possível defender ambas as teses.

Horas mais tarde, o vocalista dos Maroon 5 publicou nas redes sociais uma lista de palavras que lhe vieram à mente quando a banda aceitou o convite para atuar no Super Bowl. Uma das palavras era “Kneel” (Ajoelhar-se, em português).