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Fã de Batistuta, guitarrista amador, leitor de policiais e bom espírito no balneário: assim era Emiliano Sala

Em criança, Sala aprendeu a jogar futebol pela prática, mas também pela teoria: estudou em detalhe os vídeos do lendário argentino Gabriel Batistuta. Aos 14, deixou o seu país para entrar para a academia do Bordéus

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Stephane Mahe

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Nos últimos dias, tem-se falado muito de Emiliano Sala, jogador do Nantes que morreu num desastre de avião, mas pouca atenção foi dada a quem ele era na realidade. O “DailyMail” traça esta sexta-feira um breve perfil do avançado.

Sala era adorado no Nantes por mais do que os golos que marcava, escreve o matutino. Tinha bom espírito de balneário, recordam os colegas, gostava de tocar guitarra e era um leitor inveterado.

Tinha por hábito trazer um livro para o centro de treinos, de forma a ler nos tempos mortos. “Adoro ler. Gosto de policiais e dramas. Adoro ser transportado para esse mundo”, disse o jogador, numa entrevista no ano passado.

O argentino é também recordado por ler filosofia chinesa. O seu livro favorito era de Che Guevara: “Os Diários de um Motociclista”. A história do revolucionário cubano levou o jogador a pensar lançar uma associação de caridade em África, depois de abandonar os relvados. Era uma ideia para o futuro.

Em criança, Sala aprendeu a jogar futebol pela prática, mas também pela teoria: estudou em detalhe os vídeos do lendário argentino Gabriel Batistuta. Aos 14, deixou o seu país para entrar para a academia do Bordéus.

Apesar de ter-se mudado ainda jovem para França, Sala manteve sempre uma ligação com as suas origens latinas. Ia passar sempre férias a Espanha e adorava beber mate, a tradicional bebida sul-americana.