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Sporting-Batuque: leões admitem avançar com queixa-crime contra BdC, protocolo teria como finalidade lavagem de dinheiro

O protocolo do Sporting com o Batuque não surge mencionado em nenhum dos relatórios enviados à CMVM nos últimos anos, revela o “Record” esta quarta-feira

Expresso

Pedro Nunes

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O protocolo assinado entre o Batuque Futebol Clube, de Cabo Verde, e o Sporting, na época liderado por Bruno de Carvalho, está no centro de um furacão de notícias. Soube-se ontem que o leões pagaram 330 mil euros pelos direitos de prospeção de sete jogadores. O “Correio da Manhã” esteve em Cabo Verde e só conseguiu encontrar registo da existência de três. Entretanto, nas últimas vinte e quatro horas, várias notícias (e acusações) vieram à tona. Até ao momento, Bruno de Carvalho recusou todas as oportunidades para comentar este caso.

Leões ponderam avançar com queixa-crime

Segundo o “Record” esta quarta-feira, o Sporting (agora sob a tutela de Frederico Varandas) não deverá deixar passar este caso dúbio na gestão das finanças do clube de forma impune. Os leões deverão expor este caso ao Conselho Fiscal e Disciplinar no sentido de ser aberto um novo processo interno, e ponderam, também, interpor uma queixa-crime nos tribunais civis, pois entendem que existe matéria que justifica a ação judicial.

De acordo com o mesmo desportivo, o protocolo do Sporting com o Batuque não surge mencionado em nenhum dos relatórios enviados à CMVM nos últimos anos. Ou seja, não há dados contabilísticos públicos sobre o tema.

Fonte ligada ao processo denuncia lavagem de dinheiro

O Sporting pagou os ditos 330 mil euros ao Batuque FC em Cabo Verde apenas dez dias depois do ataque à Academia de Alcochete, de acordo com documentos a que o “Correio da Manhã” teve acesso. Segundo os mesmos, a transferência foi feita para a conta do Batuque, no Banco Comercial do Atlântico, a 25 de maio do ano passado, a menos de um mês da destituição de Bruno de Carvalho como presidente do Sporting.

Fonte ligada ao processo garantiu ao “CM” que o protocolo assinado com o emblema cabo-verdiano “não passa de um esquema de lavagem de capitais para tirar dinheiro” da Sporting SAD para a esfera pessoal de Bruno de Carvalho. “O dinheiro saiu do Sporting para o Batuque e voltou a sair do clube de Cabo Verde. O ‘Jota’ [Cardoso, presidente do Batuque] confirmou-o”, disse a mesma fonte.