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João Félix devia ter sido expulso? Pizzi devia ter visto amarelo? Rúben Dias desvia a bola com a mão? O que dizem os especialistas

Hugo Miguel, o juiz da partida, ficou aquém das expectativas e cometeu bastantes erros. “Arbitragem de gentileza atrás de gentileza que confirma desprestígio do sector. A arbitragem de ontem é algo que jovens árbitros devem evitar ver”, escreve José Leirós, no “Jogo” esta quinta-feira.

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Bruno Fernandes levou o Sporting às costas (mais uma vez) ontem à noite. Frente a um Benfica algo letárgico, o médio dos leões apontou um tento colossal, catapultou o clube de Alvalade para a final da Taça de Portugal. Hugo Miguel, o juiz da partida, ficou aquém das expectativas e cometeu bastantes erros. “Arbitragem de gentileza atrás de gentileza que confirma desprestígio do sector. A arbitragem de ontem é algo que jovens árbitros devem evitar ver”, escreve José Leirós, no “Jogo” esta quinta-feira.

Minuto 43. As reclamações de João Félix deviam ter-lhe valido a expulsão?

“João Félix chega tarde à bola e rasteira Bruno Fernandes de forma imprudente. Árbitro assinala livre direto e pune o infrator com cartão amarelo sem qualquer tipo de justificação”, defende Marco Ferreira, na “Bola”.

Já no “Jogo”, a interpretação da jogada é muito diferente. Para os especialistas Félix devia ter sido expulso. “Comportamento persistente e incorreto, de falta de respeito pelo árbitro. Era segundo amarelo e vermelho”, escreve Fortunato Azevedo.

Minuto 48. Faltou mostrar amarelo a Pizzi por entrada por trás sobre Bruno Fernandes?

“Pizzi, com poucas possibilidades de jogar a bola, rasteirou Bruno Fernandes pelas costas de forma antidesportiva quando este seguia em jogada prometedora. Amarelo por exibir”, defende Jorge Faustino, na “Bola”.

“Pizzi cometeu falta idêntica à de Bruno Gaspar e de Coates, justificando um cartão amarelo que ficou na algibeira”, escreve Jorge Coroado, no “Jogo”.

Minuto 72. Rúben Dias toca com a mão na bola. Ficou penálti por marcar?

“Se Rúben Dias se quisesse proteger da bola, ter-se-ia encolhido e protegido de forma diferente. Aqui quis deliberadamente ter o braço mesmo junto ao corpo, mas para jogar e intercetar a trajetória da bola. Penálti”, escreve José Leirós, no “Jogo”. Os outros dois especialistas em arbitragem do desportivo acusam também Hugo Miguel de ter falhado na decisão a tomar.

“Remate de Gudelj interceptado por Rúben Dias dentro da sua área, com a bola a bater no braço do defesa que estava encolhido e junto ao corpo. Jogador faz um movimento com o corpo e não com o braço, aceitando-se a decisão do árbitro e do VAR”, aponta Marco Ferreira, no “Record”.