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Pablo Iglesias: “Como é que é possível que seja tão difícil que um futebolista saia do armário?”

Questionado se era anti-madrilista, Iglesias confessou-se mais próximo do Atlético de Madrid que dos merengues. “Sempre senti uma afinidade pelas equipas mais humildes”, afirma

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NA MIRA O líder do movimento Podemos, Pablo Iglesias

reuters

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Apesar de cada vez existir menos estigma, sexualidade e desporto continuam a ser dois temas com dificuldades em passarem tempo juntos. Porque é tão complicado falar de homosexualidade no futebol?, perguntaram a Pablo Iglesias, líder do Podemos, em entrevista à “Marca” esta quinta-feira.

A resposta: “Passo-me com isso. É uma pergunta que faço sempre que entrevisto um desportista na ‘La Tuerka’ [programa televisivo]. Como é que é possível que o nosso país se tenha convertido numa referência mundial nos direitos LGBT e que seja tão difícil que um futebolista saia do armário?, porque é evidente que têm de existir jogadores gays. É terrível que existam desportistas que tenham medo de reconhecer abertamente a sua opção sexual.”

Ainda na mesma entrevista, Iglesias discorreu sobre outros temas - até à tauromaquia. Quanto ao desporto rei, deixou uma interpretação política.

Segundo o líder do Podemos, “o futebol é um desporto mais de esquerda porque é um dos poucos em que os mais fracos podem ganhar.” Mas, na verdade, o político nem é muito fã de futebol. “Sou fã de alguns desportos, mas em particular de basquetebol. Tive a sorte de crescer em Soria, que é uma cidade muito ligada a modalidades como o atletismo, o futebol e voleibol”, afirma.

Questionado se era anti-madrilista, Iglesias confessou-se mais próximo do Atlético de Madrid que dos merengues. “Sempre senti uma afinidade pelas equipas mais humildes”, diz.