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Marcel Keizer: “Se fosse treinador de um clube rico, dizia à direção: por favor, comprem o Bruno Fernandes”

Segundo o holandês, não é possível encontrar um só jogador para substituir o Bruno Fernandes, pois “é preciso pensar em termos de equipa”

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ANTONIO COTRIM/LUSA

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Marcel Keizer, treinador do Sporting, tem dificuldade em pôr um preço em Bruno Fernandes. Mas não tem dúvidas: “Se fosse treinador de um clube rico dizia à direção ‘por favor, comprem o Bruno Fernandes’. Só não posso apontar um preço”, diz, em entrevista ao “Record” esta terça-feira.

Segundo o holandês, não é possível encontrar um só jogador para substituir Bruno, pois “é preciso pensar em termos de equipa”, justifica. “É assim com todos os jogadores que vão para um clube maior, que vão ganhar mais dinheiro ou acabam por sair por qualquer outra razão. Isto quer dizer que vamos ter de encontrar esse outro jogador que também faça um bom trabalho na equipa onde está, mas nunca é possível fazer essa substituição... Teríamos de manter o Bruno Fernandes”, afirma.

Com Bruno Fernandes como figura central do meio-campo do Sporting, o regresso de Geraldes a Alvalade, em janeiro, foi, por vezes, questionado por alguns comentadores desportivos. Keizer, contudo, recusa a ideia que tenha sido um erro. “Numa equipa como o Sporting são precisos 22/23 jogadores de qualidade. Se o Bruno Fernandes se lesionasse, ele seria o nosso 10. Ele ou o Diaby. Mas o Bruno fez praticamente todos os jogos sem se lesionar. Eu fiquei contente por ter treinado o Geraldes. Nas últimas semanas, teve uma pequena lesão, mas sempre treinou muito bem e temos de ver a sua situação, tal como o Petrovic, o Jefferson e outros. Vamos ver o que acontece na janela de transferências”, afirma.

Quanto a Bas Dost, que esta época esteve abaixo do esperado, Keizer prevê ainda muitos sucessos. “Em Portugal o Bas pode sempre marcar 30 golos todos os anos. A qualidade dele é enorme e marcou um golo muito importante na final. Eu até esperei que fosse o golo da vitória, mas ainda tivemos que ir aos penáltis. O Bas Dost é um jogador de equipa, ele não fez uma boa pré-época, teve uma lesão e a época continuou dessa forma. Contudo, ele nunca deixou de lutar para se revelar importante para equipa no final. E foi”, diz.