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No Benfica discute-se RDT + Seferovic + Vinícius = 1 golo

A colocação de Raul de Tomas no terreno e a ausência de golos preocupam os dirigentes do clube da Luz, escreve o “Record”

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Gualter Fatia

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O ataque do Benfica está a gerar alguma preocupação por parte da liderança do clube, agravada pela recente derrota com o FC Porto em casa. O jornal “Record” adianta que os 37 milhões gastos em Raul de Tomas e Carlos Vinícius (segunda e terceira contratações mais caras da história das Águias) estão a pesar e a insatisfação começa a fazer-se sentir.

A preocupação resulta possivelmente de um exemplo recente. Em 2018, a SAD pagou quase 4,1 milhões de euros para contratar Facundo Ferreyra e 7,9 milhões por Nicolás Castillo. Ferreyra tinha marcado 30 golos na temporada anterior ao serviço do Shakhtar Donetsk. Acabou emprestado ao Espanyol, em janeiro passado, depois de ter marcado apenas um golo em nove jogos. Já o chileno saiu sem qualquer golo marcado em 11 presenças.

De Tomas, que custou 20 milhões de euros, foi titular nos quatro primeiros jogos oficiais da época, não tendo conseguido faturar. O jogador espanhol tem atuado como apoio de Seferovic, um papel diferente do que desempenhava em Espanha, onde era o homem mais avançado. Já Vinícius custou 17 milhões e tem um remate à baliza, na receção ao Paços de Ferreira, em três presenças, sempre como suplente utilizado.

Dentro do clube, há quem considere que De Tomas é o melhor 9 do plantel. No entanto, o eventual adiantamento do jogador formado no Real Madrid obrigará a uma alteração ao tradicional 4x4x2, pois nem Seferovic nem Vinícius estão talhados para ocupar o lugar que, na época passada, Bruno Lage atribuiu a João Félix. Chiquinho seria um forte candidato mas a lesão no passado sábado impede que isso aconteça, pelo menos até 2020. Taarabt, Jota ou Rafa podem ser alternativas.