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“Quem nos dera que todos os treinadores brasileiros fossem iguais ao português”: Jesus e uma comparação estupenda

A versão de Jesus do “Fla” já é comparada à "laranja mecânica" holandesa de 1974

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Buda Mendes/Getty

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Jorge Jesus já convenceu a crítica brasileira, pelo menos enquanto está na mó de cima. Depois da vitória sem apelo sobre o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari, o treinador português só recebe elogios: pelo padrão de jogo, pela solidez defensiva e pela volúpia ofensiva. A equipa carioca é considerada a maior favorita à conquista do Brasileirão, mesmo que o Santos de Jorge Sampaoli partilhe o topo da classificação e que haja outros concorrentes de peso, como Palmeiras, Corinthians ou São Paulo.

“A esperada superioridade individual e coletiva dos rubronegros impôs-se de maneira avassaladora no primeiro tempo (...) e o Flamengo voltou para a etapa final com a mesma volúpia em busca de mais golos, porque o Maracanã lotado assim exigia e porque é assim que Jorge Jesus quer», opinou Juca Kfouri, em artigo publicado no jornal “Folha de S. Paulo” e citado por “A Bola”, depois do 3-0 ao Palmeiras, com bis do antigo benfiquista Gabigol e mais um do uruguaio De Arrascaeta. Para concluir: “Quem dera todos os treinadores brasileiros fosse iguais ao português.”

Paulo Vinícius Coelho, articulista do mesmo jornal, refere que “hoje, o Flamengo joga o melhor futebol do país e impressiona sobretudo pela movimentação do ataque. (…) O Flamengo é, neste momento, uma homenagem ao futebol.”

Mas é a análise de Thiago Lima, no site “Globoesportes”, que faz a comparação mais inesperada, entre o futebol do Flamengo atual e o da Holanda de 1974. Conhecida como “laranja mecânica” no mundo todo e como “carrossel holandês”, no Brasil, a equipa fantástica de Cruyff e companhia deu origem à alcunha “carrossel português” para o Flamengo de Jesus. “É com um conceito parecido na hora de atacar (...) que o Flamengo de Jorge Jesus, 45 anos depois, apresenta a sua melhor versão na vitória por 3-0 sobre o Palmeiras no Maracanã.”

“Desde a chegada do técnico português, a equipa vem ganhando cada vez mais em mobilidade e intensidade. E foi na base da movimentação que conseguiu quebrar o sistema de marcação com três trincos do adversário – que tem a melhor defesa do Brasil e ainda não havia sofrido três golos sob o comando do Felipão –, fazendo uma exibição de gala”, remata o jornalista.