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Pichardo já foi controlado 15 vezes este ano: “Vão a minha casa às seis da manhã. O meu pai sabe. Ele é que costuma abrir a porta”

Pedro Pablo Pichardo tem sido submetido a diversos controlos antidoping este ano

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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“Não há problema. Não me incomoda. É bom que façam muitos controlos, para verem que estou limpo”, desvalorizou o atleta do Benfica. “Quantas vezes já fiz controlos antidoping este ano? Não sei, muitas, muitas vezes. Vão ao local onde treino, a minha casa, às seis da manhã… O meu pai sabe. Ele é que costuma abrir a porta”, contou ao jornal “A Bola”, rindo, com o pai e treinador, Jorge Peralta, a apontar 15 visitas da AdoP este ano.

O atleta nascido em Cuba e naturalizado no final de 2017 vai estrear-se por Portugal num mundial, depois de já ter saltado no europeu de nações, em agosto, tendo contribuído para a subida da seleção nacional à Superliga, a elite da prova. Será um dos 15 portugueses a competir em Doha, de 27 de setembro a 6 de outubro. E Pichardo assume que não ficará satisfeito com a prata. “Quero ganhar o ouro, foi para isso que trabalhei. Se regressar com a prata, vão perceber que não estou totalmente feliz”, disse.

O luso-cubano é o quinto atleta de sempre no triplo (18,08 m), quarto este ano (17,53), recordista nacional (17,95 m) e já foi vice-campeão mundial duas vezes (2013 e 2015). Agora, terá a companhia de Nélson Évora, campeão olímpico de 2008 e atual ouro europeu, no triplo, em Doha. O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, assumiu a expetativa de ver os dois no pódio.

“Da minha parte, penso que é possível. Estamos a trabalhar bem. Tento sempre fazer um bom resultado, tento sempre ganhar e é o que farei no Mundial”, prometeu. Pichardo acredita que “vai ser preciso passar os 18 metros para ganhar uma medalha”. “E espero que seja eu!”, acrescentou, sem recear os norte-americanos que têm dominado a modalidade este ano, Christian Taylor e Will Claye, e aproveitando para se testar para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, para os quais já tem marca. “A partir de agora, os atletas que estão a saltar serão os mesmos dos próximos quatro anos. Será um teste e estou a preparar-me muito bem para fazer um bom trabalho."