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"Doente pelo Benfica", teve convite do Sporting mas foi para a Juventus: "Ver Ronaldo à minha frente e treinar-me com ele foi um choque"

Dany Mota era praticamente um desconhecido quando chegou, há um mês, à seleção sub-21, mas teve impacto imediato, ao marcar três golos em dois jogos. O jovem de 21 anos, nascido no Luxemburgo, "doente pelo Benfica", confessou ao jornal "A Bola" que teve convites do Sporting, do PAOK e do Nápoles, mas preferiu ingressar nos sub-23 do clube do seu ídolo: Cristiano Ronaldo

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Dany Mota, jogador dos sub-23 da Juventus

Filippo Alfero - Juventus FC

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Estreia na seleção sub-21

"Estou a realizar um sonho. Há muito tempo que ansiava por uma chamada às seleções de Portugal. Desde pequenino que pensava nisso. No momento nem queria acreditar. Estava em casa e sabia que ia sair a convocatória dos sub-21 e assisti em direto. Quando o mister Rui Jorge disse 'Dany Mota', fiquei de boca aberta. 'Não pode ser verdade', pensei. Liguei logo ao meu pai e disse-lhe: liga a TV num canal português que vais ter uma surpresa. E teve. Ligou logo para a minha mãe, que ficou tão emocionada."

Futuro 9 da seleção principal?

"A minha filosofia é ir passo a passo, com tranquilidade, sem pensar muito no que pode vir, trabalhando bem, ajudando as minhas equipas ao máximo, marcando golos. Acho que, depois, com o tempo, as coisas surgirão naturalmente, sem pressas. Com calma e paciência é que se vai longe. Esperei três, quatro anos pela chamada às seleções jovens de Portugal, não tenho pressa em chegar aos AA."

Convites antes de ir para a Juventus - e a admiração por Ronaldo

"É verdade que fui contactado pelo Sporting. Mas também pelo PAOK, da Grécia, e pelo rival da Juventus, que é o Nápoles. Mas, contas feitas, acho que tomei a melhor decisão. Quando surgiu a Juventus, para mim, foi como ser chamado à seleção de Portugal. Era a realização de um sonho. É um dos maiores clubes do mundo. A Juventus é a Juventus. Ainda para mais jogando lá o meu ídolo, o Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo. Não havia como dizer não. Agora é dar continuidade ao trabalho, crescer e, quem sabe, um dia chegar à equipa principal."

Os elogios a Ronaldo

"Quando cheguei à Juvetus, falámos muito, treinámos algumas vezes juntos, foi perfeito. Ele é um ídolo. Desde sempre. Nunca o tinha visto ao vivo até chegar a Turim. E, de repente, vê-lo à minha frente, treinar-me com ele... foi um choque! Era um sonho, mais um que estava a realizar-se. Foi muito bom vê-lo a trabalhar, falar com ele, aconselhar-me. Ele ajudou-me muito."

O clube do coração, o Benfica

"Tenho [um clube do coração], mas... vamos ficar por aqui [risos]. Sou jogador profissional, prefiro não ir por aí... [o pai "denunciou" que ele era "doente pelo Benfica"] Denunciou, denunciou [risos], mas... vamos ficar por aqui."