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Jesé e a cantoria no balneário: “Há já duas semanas que queria cantar, mas não podia, porque não me saía”

O jogador cedido pelo PSG estreou-se a marcar pelo Sporting, mas partilha o seu êxito com os colegas e o treinador

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RODRIGO ANTUNES/Lusa

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O Vitória de Guimarães foi a primeira vítima de Jesé Rodríguez na liga portuguesa. O golo marcado no domingo reforça a convicção do jogador espanhol nas capacidades do grupo para discutir, esta temporada, o título de campeão nacional. O jogador faz questão de o referir ao jornal “Record”.

"Em primeiro lugar estou contente pelo golo marcado, mas ainda mais feliz pela vitória alcançada pela equipa, pois defrontámos um adversário forte, que tem um bom conjunto e que também atua na Liga Europa. Mas do que mais gostei foi da atitude dos jogadores, para atingirmos o quarto lugar, para tentarmos lutar pela liga, porque temos equipa para poder lutar pelo título", refere Jesé, acrescentando: "Também estou feliz por demonstrar que posso jogar como avançado e não apenas nos dois corredores."

O avançado emprestado ao Sporting pelo Paris Saint-Germain explicou o vídeo que partilhou nas redes sociais, após o triunfo sobre o Vitória de Guimarães, no qual Jesé surge a dançar e a cantar uma música da sua autoria, naquilo que, segundo ele, constituiu uma praxe. "No clube há a tradição de os jogadores que chegam de novo se apresentarem, cantando uma canção para os companheiros e para o treinador", revela, sorridente, prosseguindo: "Há já duas semanas que queria cantar, mas não podia, porque não me saía. Queria fazê-lo com uma boa vitória e marcando um golo. Assim é que tem de ser. Melhor é impossível."

Nem a diferença de sete pontos em relação a FC Porto e Benfica desmotiva o dianteiro de 26 anos, que destaca a resiliência do grupo de trabalho: "O Sporting será sempre conhecido porque luta até ao fim e nós não vamos permitir nada aos adversários. Vamos dar tudo, em todos os jogos, até final, até ao último jogo," promete, admitindo que não será uma tarefa fácil: "É difícil, sim, mas ainda faltam muitas partidas e temos uma boa equipa para irmos à luta."

Quanto ao novo treinador, a chegada de Silas parece ter feito bem a Jesé Rodríguez. O avançado elogia o trabalho do técnico, antes de revelar o que este lhe exige que faça nos treinos e nos jogos. "O ‘mister’ tem contribuído para que estejamos todos bem. Entendemo-nos bem com ele e, no final, a vitória é de todos. A mim, em particular, pede-me que trabalhe o máximo possível sem bola e que faça o que sei fazer com ela", assume o jogador formado no Real Madrid, que afirma não ter pensado ainda na possibilidade de ficar em Alvalade após o fim do período de empréstimo, no final da temporada.

"Ainda não pensei nisso. Sinceramente. Penso no dia-a-dia, em trabalhar, em dar o máximo pelo Sporting, pelos meus companheiros e por mim. O futebol dá muitas voltas e o que vai acontecer até ao final da temporada nunca se sabe. Há que continuar a trabalhar", salienta Jesé, antes de agradecer a forma como foi recebido na academia de Alcochete.

"Jogadores como Acuña, Coates, Vietto e, em geral, todos me acolheram bem. Há um bom grupo e isso é importante: todos serem solidários uns com os outros", defende o espanhol que, falando de solidariedade, não esquece o golo de Coates ao V. Guimarães, após todos os azares que marcaram o início de época do central uruguaio.

"Sabemos que teve azar noutros jogos, mas, no final, o trabalho compensa. Há que continuar a trabalhar e, como disse antes, aquilo que mais me agrada é termos atingido uma posição que nos permite lutar pela liga. É possível, tudo é possível. Temos uma boa equipa", reforça o atacante, que não marcava desde 19 de maio, dia em que terminou a ligação ao Betis de Sevilha.