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Ricardo Araújo Pereira: “Com Jesus, o Benfica passou a jogar o quádruplo”

O escritor e humorista escreveu sobre Jesus na coluna que assina no jornal brasileiro “Folha de São Paulo”

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Rodolfo Buhrer

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Ricardo Araújo Pereira tem uma coluna de opinião no jornal brasileiro sediado em S. Paulo. Fazendo uso do vasto conhecimento que possui sobre o Benfica, clube do qual é adepto mais do que confesso, o humorista português analisou o percurso de Jorge Jesus no Flamengo, fazendo um desvio pelo Estádio da Luz.

Começou por evocar uma conversa com um amigo “carioca e flamenguista”, aquando da contratação do técnico português pelo clube do Rio. Questionado sobre as possibilidades de sucesso de Jesus no Brasil, Ricardo Araújo Pereira respondeu: “Em três anos, vocês serão campeões três vezes, vencerão pelo menos uma Libertadores e vão jogar o melhor futebol desde Zico.”

Recuando até aos tempos de Jesus no Benfica, o “gato fedorento” lembrou, com o habitual sentido de humor: “Quando, em 2009, Jorge Jesus chegou ao maior clube do mundo (o Benfica, para os mais distraídos), era já um técnico de 55 anos e tinha uma boca muito maior do que o currículo. Embora tivesse treinado apenas equipas de menor dimensão, tinha uma confiança das suas capacidades que chegava a ser cómica”.

Ricardo lembrou a primeira conferência de imprensa de Jesus no Benfica. “Disse: ‘Comigo, estes jogadores vão começar a jogar o dobro.’ Ninguém achou que ele cumpriria a promessa – e não cumpriu: os jogadores passaram a jogar o quádruplo.”

Fazendo a análise ao estilo do treinador desde os tempos do Belenenses, o escritor afirma que as equipas de Jesus “têm o espírito do futebol de rua, do drible malandro e exibicionista, mas consequente, ao serviço da obsessão pela vitória, e aquela agressividade competitiva do garoto que, depois de fazer golo, grita para guarda-redes: ‘Vai buscar!”.

Jorge Jesus, o líder espiritual da maior Nação do Brasil

A “Nação”, como é apelidada a base de apoio do Flamengo, está rendida a Jorge Jesus, que colocou a equipa brasileira na final da Libertadores, algo que já não acontecia há 38 anos. Aos 65 anos, o treinador português está a deixar uma marca indelével no Brasil