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Sporting: há dois movimentos que garantem ter assinaturas necessárias para uma AG destitutiva

Chamam-se Dar Futuro Ao Sporting e Devolver o Sporting aos Sócios

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RODRIGO ANTUNES

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O movimento liderado por António Delgado, Dar futuro ao Sporting, já recolheu as assinaturas correspondentes a quase 2.000 votos. Isto é, o dobro do exigido pelos estatutos do clube para convocar uma assembleia geral extraordinária, para discutir a destituição dos órgãos sociais.

Delgado admite que "o objetivo é chegar aos 15.000 votos", com tudo pensado ao mínimo pormenor: "Temos uma agência a trabalhar com o movimento, designadamente na questão dos custos de organização, para que, assim que a AG seja marcada, avançarmos com o processo."

Sem quantificar os valores envolvidos, o advogado de Matosinhos já pensou numa forma de contornar o problema: "Vamos fazer uma recolha de fundos, a partir de meados deste mês, com um IBAN para o qual os sócios poderão encaminhar os seus donativos". De acordo com o jornal “Record”, o adepto do Sporting não disfarça o entusiasmo por sentir que há juristas dispostos a ajudar "na argumentação para a justa causa" exigida para a destituição.

Outro movimento, Devolver o Sporting aos Sócios, do qual Soraya Amorim é porta-voz, garante ter já recolhido cerca de 3.400 votos, mais do que os necessários para convocar uma assembleia geral de destituição.

Nem Rogério Alves nem qualquer outro elemento da mesa da assembleia geral, aceitou até agora comentar um assunto que, do seu ponto de vista, ainda não existe, por não ter recebido, até ao momento, quaisquer assinaturas.

O jornal “Record” faz o ponto da situação. Assim, os movimentos que, ao longo das últimas semanas, recolheram assinaturas para convocar uma assembleia geral e destituir os órgãos sociais garantem ter o número de votos necessários, ou seja, 1.000. Apesar dos estatutos preverem que os custos dessa assembleia fiquem a cargo dos requerentes, essa questão parece não assustar os movimentos. Também a questão da argumentação jurídica parece não ser problema, uma vez que existem juristas disponíveis para produzi-la.