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Uma crise à italiana que pode prejudicar o Liverpool, os alemães que não apostam e os dois telemóveis de Klopp

Ao fazer a antevisão do Liverpool-Nápoles desta noite, Jurgen Klopp é comedido nos favoritismos e acredita que os problemas do clube italiano podem virar-se contra os ingleses

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Andrew Powell

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O treinador alemão do Liverpool acredita que o caos instalado no Nápoles, com o motim seguido de bengaladas em forma de multa, pode prejudicar o clube de Anfield. "O maior erro é pensar que o jogo já está ganho. O Nápoles é muito perigoso, o seu futebol é sensacional. Não vence há seis jogos, mas o facto de este jogo não ser em Itália pode constituir um motivo de alívio para os jogadores. O Nápoles pode finalmente sentir-se livre para dar asas ao seu futebol. Se há treinador que não precisa dos meus conselhos é Ancelotti", diz o técnico do Liverpool. A equipa inglesa vencedora da última edição da Liga dos Campeões qualifica-se caso derrote o Nápoles ou o Salzburgo não vença o Genk.

O alemão diz ainda que não consegue colocar-se na pele dos jogadores do Nápoles, que se amotinaram porque a excêntrica direção os obrigou a ficar enclausurados durante uma semana. "Em Inglaterra é diferente. Aqui não se faz esse tipo de coisas", afirma Klopp, que se recusa a comentar o facto de as casas de apostas preverem uma vitória do Liverpool por 3-0: "Sou alemão! Ora, os alemães não apostam, não dão o seu dinheiro aos outros. O que posso confessar é que tenho dois telemóveis, sendo que um deles só toca quando há más notícias. Lesões e coisas do género..."

Do outro lado do campo, os italianos do Nápoles apuram-se se baterem o Liverpool ou se o Salzburgo não derrotar o Genk. Ancelotti garante que a equipa não está feita em pedaços. "O ambiente está bem mais tranquilo do que as pessoas pensam. Não há uma batalha entre o clube e o plantel, não há uma guerra interna. A única coisa que está a faltar é o tal ‘clique’ a partir do qual a equipa voltará a expressar todo o seu potencial. Esse momento mágico pode ter lugar em Anfield. O Nápoles tem duas bolas de jogo para se qualificar. Normalmente, os grandes tenistas fecham os encontros logo à primeira", diz o treinador do Nápoles.