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MP tem cinco megainquéritos abertos por suspeitas de fraude fiscal. Pinto da Costa, António Salvador e Luís Filipe Vieira entre os visados

O processo mais avançado está focado em Pinto da Costa, tendo resultado da fusão de oito inquéritos iniciados em 2017/18. Em causa está a transferência de quinze jogadores

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JOSÉ COELHO

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Mais uma possível nódoa negra para o futebol nacional. O Ministério Público e a Autoridade Tributária têm cinco megainquéritos abertos por suspeitas de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, revela a revista “Sábado” esta quinta-feira.

Há dezenas de negócios sob suspeita e cerca de 40 alvos principais. A lista de nomes incluiu presidentes de clubes, agentes, empresários, empresas e dezenas de jogadores de futebol.

António Salvador, Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira são dos principais visados. O empresário Jorge Mendes e o advogado Carlos Osório são outros dois alvos.

De acordo com a revista, o processo mais avançado está focado Pinto da Costa, presidente do FC Porto, tendo resultado da fusão de oito inquéritos iniciados em 2017/18. Em causa está a transferência de quinze jogadores, entre os quais alguns nomes sonantes que passaram - Falcao, Jackson Martinez e outros - ou ainda estão no clube, como é o caso de Iker Casillas ou Danilo.

O Fisco estima que o presidente dos Dragões tenha tido uma vantagem patrimonial ilegal de cerca de 20 milhões de euros.

O FC Porto está, em todo o caso, longe de estar sozinho, nos inquéritos do Ministério Público. Benfica, Sporting, Marítimo, Braga, Estoril, Guimarães e Portimonense também são visados.

Os processos visam os contratos relativos aos direitos económicos de jogadores de futebol profissional, bem como os contratos de direitos de imagem, de atribuição de prémios de assinatura, entre outros.

A principal suspeita é que os clubes tenham recorrido a alegados documentos contabilísticos fictícios para aumentar custos. Exemplo: faturas que não correspondem a serviços reais prestados por quem as emite. O grande objetivo seria fugir aos pagamentos de IVA e de IRS, bem como contribuições para a Segurança Social.

A “Sábado” revela ainda que a investigação está a ser feita por uma equipa especial conjunta do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que delegou competências na Direção de Serviços de Investigação da Fraude e Acções Especiais (DSIFAE).