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Risco de prescrição pressiona investigações de megainquéritos

Com os prazos de prescrição dos impostos a correr, o Fisco aguarda que o MP consiga concluir alguns dos inquéritos para proceder à liquidação dos impostos

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Os principais negócios do futebol português começaram a ser escrutinados pela Autoridade Tributária (AT) em 2016, e vários deles levaram à abertura de inquéritos por parte do Ministério Público (MP), mas nenhum foi ainda concluído com acusação, avança o “Jornal de Notícias” esta sexta-feira. Mais: não ocorreu ainda também nenhuma liquidação de impostos em falta por parte do Fisco.

Com os prazos de prescrição dos impostos a correr, a AT aguarda que o MP consiga concluir alguns dos inquéritos, por fraude fiscal e branqueamento de capitais, e que possa devolver-lhe os dossiês com a documentação necessária para proceder à liquidação dos impostos.

Na quinta-feira, a revista “Sábado” revelou que as investigações, que envolvem os principais clubes de futebol profissional, foram organizadas em cinco megainquéritos.

Há dezenas de negócios sob suspeita e cerca de 40 alvos principais. A lista de nomes incluiu presidentes de clubes, agentes, empresários, empresas e dezenas de jogadores de futebol.

António Salvador, Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira são dos principais visados. O empresário Jorge Mendes e o advogado Carlos Osório são outros dois alvos.

De acordo com a revista, o processo mais avançado está focado Pinto da Costa, presidente do FC Porto, tendo resultado da fusão de oito inquéritos iniciados em 2017/18. Em causa está a transferência de quinze jogadores, entre os quais alguns nomes sonantes que passaram - Falcao, Jackson Martinez e outros - ou ainda estão no clube, como é o caso de Iker Casillas ou Danilo.

O Fisco estima que o presidente dos Dragões tenha tido uma vantagem patrimonial ilegal de cerca de 20 milhões de euros.