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Um guarda-redes, um central, um lateral, um médio e um avançado: Vieira quer tudo isto para o ano

Em ano de eleições, o presidente das Águias promete reforçar o plantel principal do clube com uma mão-cheia de caras novas

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Armando Franca

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A SAD benfiquista já definiu as prioridades para a próxima época, apesar de o clube da Luz estar ainda na luta por dois dos troféus mais importantes da temporada, a Liga e a Taça de Portugal. Antecipando o ano futebolístico que aí vem, a SAD prepara-se para reforçar a baliza, o centro e a direita da defesa, o meio campo e o ataque.

Ao longo desta época, em particular nos últimos meses, têm sido evidentes as lacunas do grupo de Bruno Lage. De acordo com o jornal “O Jogo”, estas já foram diagnosticadas pela estrutura, sendo que a prioridade no ataque ao mercado irá para as cinco posições referidas anteriormente.

Luís Filipe Vieira já anunciou o desejo de (e)levar o Benfica a um patamar superior e prepara-se para investir com esse objetivo. "Daqui por uns dias daremos a conhecer os resultados financeiros deste último semestre, que serão históricos. Será essencial para o novo salto qualitativo que pretendemos dar e que nos permite encarar o futuro com enorme confiança e ambição", afirmou Vieira na gala do 116.º aniversário do clube.

O líder das Águias já falara sobre o assunto dias antes, na cerimónia dedicada aos sócios mais antigos: "Não sou treinador nem jogo à bola, mas garanto-lhes que estamos a construir um Benfica de dimensão mundial." Ora, é aqui que entra o reforço do plantel com nomes de "peso". Começando pela baliza, e apesar das exibições de Vlachodimos, é percebida uma frustração uma vez que, nas últimas janelas de mercado, as Águias não conseguiram fechar nenhum dos nomes apontados, entre eles Perin, Gulácsi, Helton Leite, Makaridze ou Fabianski, este último assumido publicamente por Bruno Lage.

Quanto ao centro da defesa, o alemão Koch, do Friburgo, foi alvo dos encarnados em janeiro e, de acordo com “O Jogo”, poderá voltar a estar na mesa das negociações no verão, dado que o Benfica pretende ainda um reforço importante para a posição. Esse número pode até ser dobrado caso Rúben Dias seja transferido.

No lado direito, as lesões de André Almeida nesta época abrem caminho à necessidade de reforço, até porque Tomás Tavares ainda não se impôs verdadeiramente. O mesmo se passa no meio campo, onde Weigl não supriu as carências encarnadas. Gabriel tem ainda uma recuperação complicada pela frente, fruto do problema ocular que o tem travado, e é entendido que falta mais um médio de construção para 2020/21, ainda mais depois de a contratação de Bruno Guimarães ter falhado, com o atleta a assinar pelo Lyon.

Na frente, procura-se mais uma alternativa a Vinícius e a Seferovic, alguém que seja também capaz de atuar numa posição mais recuada, e de maior mobilidade. Sabe-se que Dyego Sousa está na Luz emprestado apenas até fim do ano. Recorde-se que o extremo Pedrinho, do Corinthians, está muito perto de ser reforço, aumentando as opções atacantes do Benfica.

Esta época, o Benfica gastou 57 milhões de euros em reforços provenientes de três das maiores ligas europeias (Espanha, Itália e Alemanha). Raúl de Tomás (20 M€, do Real Madrid) e Carlos Vinícius (17 M€, do Nápoles) chegaram no verão para reforçar o ataque às ordens de Bruno Lage e, já em janeiro, Julian Weigl (20 M€, do Dortmund) ingressou na Luz. Estes negócios foram concluídos pelo campeão nacional depois do encaixe de 126 milhões de euros por João Félix e dão mostras do novo poder negocial dos encarnados, apesar do fracasso desportivo de Raúl de Tomás, já vendido ao Espanhol, em janeiro, e do menor rendimento, até agora, de Weigl.