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Covid-19. Miguel Veloso e a vida em Itália: “Isto está tudo ligado, deviam ter parado logo com o futebol”

O jogador português vive a realidade no centro do vírus. Em Verona, Veloso adapta-se e dá conselhos aos portugueses

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Paolo Rattini

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O português Miguel Veloso está há muito emigrado em Itália. Mais do que nunca, isso é motivo de preocupação, sendo o país de Roberto Baggio e Del Piero o centro da pandemia que paralisou a Europa e o mundo. Veloso vive no centro de Verona, numa das regiões mais afetadas pelo vírus. Fechado em casa há 10 dias, para já está tudo bem, mas o antigo jogador do Sporting não esquece o seu país e, em entrevista ao jornal “A Bola”, deixa apelos e conselhos e pede que ninguém entre em pânico.

Miguel e a família

“Está tudo bem, estamos em casa há alguns dias e só dá para sair para ir ao supermercado comprar comida e à farmácia. (…) Tens de fazer uma autoprocuração para deslocações ao trabalho, supermercado ou farmácia e, no caso de a polícia te mandar parar e esse papel não corresponder à verdade, podes levar uma multa ou pena de prisão.”

O dia-a-dia

“Praticamente correr atrás deles (os filhos) e depois fazer algum exercício. Todos os dias o responsável do clube envia o plano de trabalho para o dia seguinte.”

Manter a forma

“Tenho de me desenrascar. Já tinha em casa algumas ferramentas de ginásio e é com isso que faço o meu trabalho diário.”

Medidas tomadas pelo clube

“No Verona o doutor mandou uma lista com coisas que devemos comer ao almoço e ao jantar e depois decidimos em família. (…) Cada um (jogadores do Verona) tem o seu programa e decide quando faz.”

O futebol devia ter parado mais cedo

“As pessoas vinham aos estádios e não queríamos infetar ninguém, principalmente a nossa família e colegas. Isto está tudo ligado, deviam ter parado logo.”

O receio de sair à rua

“Sim, até porque a realidade é que o vírus tem os mesmos sintomas de uma simples constipação. O grande problema são as pessoas com idade, os que têm problemas crónicos ou respiratórios... O meu grande medo é transmitir para a minha família ou outras pessoas. É importante respeitar as regras para não transmitirmos ao próximo.”