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Beurnardeau, do Aves, revoltado: “Não recebemos um único salário em 2020”

O guarda-redes do Desportivo das Aves foi entrevistado por uma rádio francesa e não teve papas na língua

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AFP Contributor

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Beurnardeau, jogador do Aves, não calou a revolta, mesmo em época de isolamento social, e fez questão de dizer à rádio francesa RMC Sport que ainda não recebeu ordenado este ano. O guarda-redes referiu o cenário difícil de alguns dos elemento do plantel de que faz parte.

“Estamos no terceiro mês sem receber. Não recebemos um único salário em 2020. Em fevereiro começámos a reclamar e dissemos que íamos marcar uma greve. No dia seguinte, um jornal escreveu que não tínhamos sido pagos por causa do Covid-19,” afirmou o francês aos microfones, citado pelo jornal “A Bola”.

Beurnardeau acrescentou que há “colegas que dizem que esta situação é impossível”. Segundo o gaulês, houve um episódio grave, anterior ainda ao último jogo disputado, frente ao Sporting, a envolver a ex-diretora geral Estrela Costa, que entretanto se demitiu. A ex-dirigente tinha sido promovida esta época a braço direito do presidente da SAD, Wei Zhao, e prometeu que os salários em atraso seriam pagos uma semana antes do jogo com os Leões, mas disse-o apenas a dois jogadores. Tudo indica ter-se tratado de Wellinton e Mohammadi, os melhores marcadores do clube e mais-valias para a SAD. A diretora geral terá pago aos avançados da sua conta pessoal, o que revoltou o grupo. “Ou pagam a todos ou não pagam a ninguém,” referiu um indignado Beurnardeau.

Entretanto, a SAD do Desportivo das Aves emitiu um comunicado e voltou a culpar o Covid-19 pelo atrasado no pagamento de salários. “A SAD do CD Aves vem a público explicar, uma vez mais, que esta situação se deve ao facto de a atividade económica da China ainda não ter sido retomada a cem por cento”.