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Battaglia: “Quando era pequeno tive de ir ao psicólogo porque exigia muito de mim e isso causava-me gastrite”

O médio do Sporting sonha com o título e com a seleção argentina enquanto trabalha para voltar à boa forma

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Carlos Rodrigues

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Rodrigo Battaglia está a aproveitar a paragem global para recuperar a forma de outros tempos, antes do dia 4 de novembro de 2018, quando uma lesão no joelho direito lhe roubou o bom momento.

Numa entrevista à rádio Ataque Futbolero, citada pelo jornal “Record”, o jogador argentino aproveita também para sonhar com títulos e com a ida à seleção nacional: “Sonho ser campeão no Sporting e, sem dúvida, o meu maior desejo é voltar à seleção da Argentina”.

O jogador lamenta a lesão que veio interromper uma fase feliz da sua carreira: “Eu estava na seleção e já tinha o meu lugar no Sporting consolidado. Aprendi muito com esta infelicidade. Hoje sinto-me mais maduro e estou a trabalhar fisicamente para voltar a ser o que era”.

Battaglia mostra-se também satisfeito por viver no nosso país. “Percebi que o meu lugar era em Portugal. O caminho foi difícil mas hoje estou numa equipa grande, onde tive oportunidade de jogar a Champions e cheguei à seleção,” afirma.

Em parte, a lesão foi combatida com a ajuda da psicologia. Nada de novo para o atleta. “Quando era pequeno tive de ir ao psicólogo porque exigia muito de mim e isso causava-me gastrite,” confessa o argentino.

Battaglia confessa que o mundo do futebol “é exagerado e hipócrita”. “Às vezes, perdia um jogo e não queria sair à rua. A psicologia ajuda-te a perceber que podes falhar. (…) Não somos super-heróis, apenas temos a sorte de ter um trabalho fabuloso,” admite.

O trabalho não para, mesmo que em circunstâncias diferentes. “Tenho tentado treinar-me no quintal com o material que o clube me trouxe. Também fazemos treinos online. Estou com o meu pai, por isso é tudo mais fácil. Vemos muito Netflix e fortalecemos as relações familiares. Mas a situação é muito complicada,” descreve o jogador, acrescentando: “Todos nós, jogadores, estamos a preparar-nos para, quando o futebol voltar, estarmos o melhor possível”.