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Televisão a quanto obrigas: o plano da Premier League para voltar em maio

A liga inglesa está a forçar um regresso para breve, com jogos à porta fechada. Tudo por causa dos prejuízos provocados pela quebra dos contratos sobre direitos de transmissão

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O jornal inglês “Daily Mail” anuncia que a Premier League está a trabalhar num plano ambicioso para recomeçar a época de portas fechadas no primeiro fim de semana de maio, com os últimos jogos a serem jogados no domingo, dia 12 de julho.

As hipóteses vão ser discutidos numa chamada de conferência com os 20 clubes na próxima sexta-feira mas, para que a iniciativa vá em frente, o próprio governo, as autoridades de saúde e a associação de jogadores profissionais terão de se pronunciar sobre o tema.

A principal razão para esta tentativa de voltar aos relvados prender-se-á com uma tentativa de evitar as perdas financeiras avultadas e os potenciais processos legais provocados pelo “apagão” da Covid-19. A Premier League tem obrigações para com os operadores de televisão, que têm um acordo de três biliões de libras por ano a expirar no dia 31 julho. Se o campeonato inglês não terminar a 16 de julho, a Sky Sports, a BT Sport e as operadoras internacionais poderão pedir indemnizações na ordem dos 700 milhões de libras.

Os próprios média estão a pressionar a Premier League para que clarifique a situação logo que possível, uma vez que estão a perder subscritores todos os dias e querem saber quando podem esperar que os calendários voltem ao normal.

Permanece incerto se o calendário proposto é realista, tendo em conta a diretora britânica de saúde, Jenny Harries, avisou no domingo que o país pode permanecer em quarentena durante seis meses.

A Premier League vai manter o contacto com o governo, cujas indicações vão no sentido do regresso do futebol, de alguma forma, o mais breve possível. As autoridades britânicas não consideram o futebol um risco de ordem pública. No caso de a proposta ir em frente, os jogos serão jogados com o mínimo de pessoas presentes, uma equipa de profissionais de televisão reduzida ao básico, pouca segurança e nenhum jornalista. Terá sempre de haver uma ambulância no estádio.

Um dos maiores entraves ao regresso da Premier League será convencer os próprios jogadores, não só por questões diretamente relacionadas com a saúde, mas também porque se percebeu que os seguros de saúde contratados pelos atletas não preveem o coronavírus, uma vez que não está listado como doença crítica.