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Sporting. Depois de Mihajlovic, também os seus adjuntos querem ser indemnizados. E isso não caiu bem em Alvalade

Miroslav Tanjga e Emilio de Leo reclamam o reconhecimento dos contratos por parte do Sporting, diz o jornal “A Bola”

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Paolo Rattini

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Depois de Sinisa Mijajlovic, os seus dois adjuntos vão avançar para o Tribunal Arbistral do Desporto com queixas contra o Sporting. Depois de verem o líder da equipa técnica ganhar a ação contra os Leões por rescisão sem justa causa, os assistentes querem ver reconhecidos os respetivos contratos e as indemnizações que reclamam pela resolução destes.

Cinco dias antes da queda, a 18 de junho de 2018, Bruno de Carvalho apresentou Sinisa Mijailovic como treinador para as três temporadas seguintes. A ligação não chegou a durar dez dias. A 27 de junho, Sousa Cintra, líder interino da SAD após a saída de Bruno de Carvalho, rescindiu contrato com o técnico sérvio, alegando que estava em período experimental.

O treinador deposto avançou para tribunal e viu, quase um ano e meio depois, a justiça dar-lhe razão. O Sporting foi condenado a pagar ao sérvio três milhões de euros. A decisão não pode ser anulada, uma vez que o recurso possível é apenas formal, ou seja, no caso de ter havido alguma falha processual no processo, o TAS terá de refazer o processo, mas o valor terá de ser pago, de qualquer forma.

Miroslav Tanjga e Emilio de Leo estariam até agora à espera de perceber como iria desenvolver-se a situação de Mihajlovic. Vendo que o processo se desenrolou a favor do atual treinador do Bolonha, decidiram avançar. Recorde-se que esta equipa técnica não chegou a orientar um treino.

Quanto ao Sporting, segundo “A Bola”, há um clima de insatisfação em relação ao gabinete jurídico que tratou deste processo. Os dirigentes leoninos preparam-se mesmo para solicitar os serviços de outro escritório de advogados.