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O remédio do Dragão: vender, vender, vender

A Covid-19 está a causar estragos violentíssimos nas finanças dos clubes e o FC Porto não é exceção

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Miguel Vidal

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A crise provocada pela pandemia obrigou a UEFA a anunciar uma série de novas medidas. Os jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa foram suspensos por tempo indeterminado, já sem equipas portuguesas em competição.

De acordo com o jornal “A Bola”, Aleksander Ceferin, presidente do organismo europeu do futebol, fez um comunicado com várias referências ao fair play financeiro, nomeadamente, quando é relatado que o Comité Executivo, “como resultado da crescente incerteza gerada pelos eventos extraordinários em curso”, decidiu apoiar “a proposta de dar às federações mais tempo para concluir o processo de licenciamento dos clubes, até que o processo de admissão” às provas europeias da próxima época “esteja redefinido”.

O certo é que nenhuma das recentes deliberações da UEFA poderá ser entendida pelos portistas como uma folga económica caída do céu a tão poucos meses de encerrar o exercício da presente época, a 30 de junho, como exigem os regulamentos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

A SAD azul e branca, presidida por Pinto da Costa, tem sido submetida, desde há três temporadas, a uma rigorosa monitorização por parte do Comité de Controlo Financeiro dos Clubes da UEFA, depois de ter falhado o cumprimento das regras do fair play financeiro em 2015/2016. Assim, o clube das Antas continua obrigado a encaixar 100 milhões de euros de mais-valias com vendas de jogadores.

Todavia, ao que “A Bola” apurou, a UEFA poderá, num futuro próximo, vir a atender pedidos como o da Associação Europeia de Clubes que procura, junto de Aleksander Ceferin, a desativação do fair-play durante um ano. Em alternativa, a UEFA pode ouvir a iniciativa da ECB, grupo que agrega um número considerável de clubes europeus, que prevê ações que penalizem ao mínimo as sociedades desportivas.