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Não contratar, promover miúdos, reduzir orçamentos, redimensionar modalidades: o plano do Benfica para a crise

Luís Filipe Vieira e a sua direção já definiram a forma como o clube da Luz se vai proteger do que aí vem

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Armando Franca

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O jornal “Record” avança com as principais medidas a implementar pelo Benfica para evitar uma hecatombe provocada pela pandemia. Acima de tudo, o previsível aperto financeiro vai ser combatido com prata da casa.

As resoluções são aplicáveis a todas as modalidades do clube que, em 2020/21, vão ter muitos jovens da formação nas equipas principais. Os atletas podem chegar das equipas B, dos sub-23 ou mesmo de empréstimos que estejam a decorrer.

A intenção do clube da Luz é mesmo não fazer aquisições, respeitando apenas os acordos que já foram celebrados, como o do brasileiro Pedrinho. Cada saída terá de ser compensada com jovens da formação.

Prevêem-se cortes orçamentais consideráveis um pouco por todo o clube. Mais uma vez, todas as modalidades de ambos os géneros serão afetadas. Segundo o “Record”, prevê-se que o corte possa chegar aos 50%, nalguns casos. Para além disso, o clube poderá renegociar, coletiva ou individualmente, os contratos existentes, com os possíveis cortes a serem compensados com tempo, ou seja, com o prolongamento dos acordos.

Medida mais controversa poderá ser a decisão de participar apenas em competições internacionais das modalidades em que haja reais hipóteses de vencer.

Uma das grandes preocupações de Vieira é o forma como a crise afeta também os patrocinadores do clube. As receitas vão descer significativamente e prevê-se que a verba das quotizações dos sócios, que alimenta as modalidades, diminua de forma considerável. O clube calcula que vários milhares de sócios deixem de ter condições para pagar as quotas.