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Crise no Barcelona. Seis dirigentes demitiram-se em conflito com o presidente

Em causa estão as políticas seguidas por Bartomeu em relação ao novo coronavírus mas também o conflito com Messi

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Tim Clayton - Corbis

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Uma verdadeira guerra civil é o que se vive no seio do Barcelona. A crise da Covid-19 veio agravar a situação, com seis elementos da direção de Josep Maria Bartomeu a demitirem-se na quinta-feira à noite, em conflito com o presidente do clube.

Dois dos quatro vice-presidentes do clube, bem como quatro diretores, não toleraram a forma como Bartomeu tem lidado com a pandemia. As cartas de demissão, de acordo com o jornal “La Vanguardia”, referiam: “Chegámos a este ponto e não vemos maneira de reverter a forma como os negócios do clube são geridos antes dos desafios importantes que o futuro vai trazer no pós-pandemia”.

No entanto, não foi apenas o novo coronavírus a precipitar a saída dos seis dirigentes, como pode ler-se: “Queremos sublinhar a nossa desilusão com o infeliz incidente nas redes sociais, conhecido na imprensa como ‘Barçagate’. Pedimos que uma vez finalizada a auditoria da PwC, a responsabilidade seja atribuída às pessoas devidas”.

Recorde-se que o clube foi acusado de ter contratado uma empresa de relações públicas para criar acusações falsas nas redes sociais contra figuras importantes dentro da equipa, especialmente Messi. Houve troca de argumentos entre a estrela argentina e Eric Abidal, diretor do clube. O presidente negou a campanha nas redes.

Há muito que Lionel Messi está em conflito com Bartomeu. Ultimamente, o tema é o corte nos salários do argentino e dos seus companheiros enquanto durar a pandemia. O Barcelona tem sentido os efeitos financeiros da pandemia em Espanha. O clube já disse que não vai cobrir os ordenados do staff para além dos jogadores, tendo posto os funcionários em lay-off apesar de o presidente ter afirmado que o clube poderia ganhar à volta de 1.000 milhões de euros esta época.

Messi ganha aproximadamente 131 milhões de euros por ano e foi rapidamente transformado no mau da fita durante a crise do novo coronavírus, apesar de ter sofrido um grande corte no ordenado.

A “guerra” com Messi dividiu o clube, gerando mesmo rumores, já desmentidos, de que o astro argentino poderia estar a caminho do Inter de Milão.