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Ferrari abranda e já se coloca a hipótese de deixar a Fórmula 1

Face à redução drástica dos orçamentos, o chefe da marca italiana, Mattia Binotto, coloca a hipótese de deixar a principal competição do automobilismo. A marca está presente na F1 desde 1950

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Dan Istitene/Getty

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Itália tem vivido momentos muito difíceis devido ao coronavírus mas os “tifosi” não contavam certamente com esta possibilidade: a Ferrari não descarta a hipótese de abandonar a Fórmula 1 se o orçamento for reduzido. A fonte é segura, uma vez que a informação vem do próprio Mattia Binotto, chefe da marca italiana, em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”. Lembre-se que a Ferrari é a única equipa que esteve presente em todas as temporadas de Fórmula 1, desde 1950.

“A nova diretiva para baixar o teto orçamental para 135 milhões de euros é muito exigente em comparação com o estabelecido em junho passado, 160 milhões de euros. É algo que não pode ser alcançado sem sacrifícios significativos, principalmente de recursos humanos. Querem reduzir ainda mais, talvez isso nos faça procurar outras opções para mostrar o nosso ADN de competição”, sugeriu Mattia Binotto.

Devido à pandemia de Covid-19, houve uma redução drástica no orçamento anual das equipas, com várias corridas e treinos suspensos (a temporada 2020 ainda não arrancou) e a possibilidade da competição ser reatada sem público. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) tem estado reunida com as equipas para decidir os orçamentos previstos para as próximas épocas.

Em 2019, as equipas concordaram que o limite orçamental em 2021 seria de 175 milhões de dólares. No entanto, face à situação atual, os organizadores da F1 e a FIA acordaram na semana passada reduzir o valor do próximo ano para 145 milhões, sendo que em 2022 esse valor cairia para 130 milhões.

Quanto à Ferrari, apesar de tudo, Binotto garantiu que nenhuma decisão “será tomada à pressa”.