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O futebol nas Ilhas Faroé: "Não se pode cuspir para o relvado nem se pode assoar"

A Liga das Ilhas Faroé volta no início de maio, mas as precauções são mais do que muitas, conta o português Rafael Veloso, que joga no 07 Vestur

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Simon Hofmann

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As Ilhas Faroé já têm marcado o regresso do futebol: a 9 de maio volta a Liga principal e a 16 de maio volta a Liga secundária, onde atua o guarda-redes português Rafael Veloso, no 07 Vestur. "Já estava a treinar no campo há algumas semanas mas apenas com o treinador e o meu outro colega guarda-redes. Agora, desde a passada segunda-feira, estamos a treinar normalmente, embora continuemos a ir equipados de casa, sem utilizar os balneários", explicou Veloso ao jornal "A Bola" deste sábado.

Apesar de não haver mortes provocadas pela covid-19 nas Ilhas Faroé, as precauções existem e os jogadores têm de cumpri-las, explica o guardião de 26 anos: "Temos cartazes à porta do estádio, no balneário, espalhados pelos corredores, com todas as regras que foram decretadas pela federação. Temos de desinfetar as mãos antes e depois de cada treino, tal como nos jogos, e não há cumprimentos entre os jogadores."

Rafael Veloso diz mesmo que, agora, "não se pode cuspir para o relvado nem se pode assoar", para evitar contágio entre atletas, e cada jogador "tem a sua garrafa de água pessoal", não havendo partilhas nem contactos.

"Temos também uma máquina, uma espécie de borrifador gigante, para desinfetar as bolas antes de entrarem no campo e que pode ser transportada para qualquer lado. Continuamos sem nos equiparmos no balneário, levamos tudo de casa, mas depois, quando for para o campeonato, seremos divididos por dois balneários, para sermos menos em cada um", contou.