Tribuna Expresso

Perfil

Revista de Imprensa

Cartão amarelo para quem cuspir em campo: “É uma prática comum no futebol e não é muito higiénica”

O perigo da propagação do vírus através da saliva leva a Liga Inglesa a contemplar uma nova utilidade para as admoestações durante os jogos

Tribuna Expresso

Charlotte Wilson/Offside

Partilhar

De acordo com os ingleses do “Daily Mail”, os futebolistas vão deixar de poder cuspir na relva durante os jogos. Quem insistir na prática pouco bonita, arrisca-se a ver um cartão amarelo. O presidente do Comité de Medicina da FIFA refere o perigo da propagação do novo coronavírus através da saliva. Michel D’Hooghe lembra que o vírus permanece ativo durante algum tempo, o que pode pôr em perigo atletas que entrem em contacto com a saliva na relva.

Ao “The Telegraph”, D’Hooge disse que cuspir “é uma prática comum no futebol e não é muito higiénica”. “Quando recomeçarmos, acho que devemos evitá-lo ao máximo. A questão é se isso será possível”. Para facilitar a lembrança, sugere-se portanto a amostragem de um cartão amarelo.

Outros peritos científicos argumentam que o vírus da Covid-19 pode ser passado de jogador para jogador se cuspir for autorizado, especialmente considerando que os jogadores podem estar assintomáticos enquanto jogam.

O virologista da Universidade de Cambridge, Ian Brierley, acrescenta: “Se a pessoa for infetada mas assintomática, ou infetada e sintomática, o vírus está presente na garganta e pode ser ejetado para o ambiente quando se cospe.

Por outro lado, “os jogadores podem ter de inventar novas celebrações para que não estejam tão próximos uns dos outros. Os apertos de mão antes dos jogos, abraços e trocas de camisola no fim do jogo podem também transmitir a mensagem errada,” avisa Ian Brierley.

Na segunda-feira passada, 47 dias depois da suspensão oficial da liga inglesa, a 13 de março, tanto o Arsenal como o West Ham regressaram aos campos de treino. Cada jogador treinou de forma individual, cada um com a sua bola.