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Seis a nove estádios para o recomeço da Liga, todos eles construídos para o Euro-2004

Está prestes a ser tomada a decisão acerca dos recintos que vão receber as últimas dez jornadas da Liga Portuguesa. Tudo indica que apenas os mais modernos serão utilizados

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Rafael Marchante

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Nas próximas horas serão decididos quais os estádios que vão servir de palco para as últimas dez jornadas da liga. A decisão sairá de uma reunião entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Liga Portuguesa.

Segundo o jornal “Record”, há para já apenas dias três certezas: só serão utilizados recintos construídos para o Euro 2004 (por questões de modernidade, número de balneários, acessos e condições de segurança sanitária); os estádios do Dragão, da Luz e de Alvalade têm utilização garantida; Por causa da distância geográfica, o Estádio do Algarve ficará de fora.

No total, haverá entre seis a nove estádios para disputar as últimas dez jornadas da Liga NOS. Além dos recintos dos três grandes, Braga, Guimarães, Bessa e Aveiro cumprem as condições de segurança exigidas. Segundo o “Record”, há dúvidas em relação a dois casos: Coimbra e Leiria, este último devido a alguma negligência na manutenção.

A diminuição do número de estádios para metade implica uma decisão complicada, relacionada com o fator “casa”. Será necessário decidir quais os clubes que vão ter de partilhar os seus recintos com equipas habitualmente forasteiras.

Questão complexa é também a equidade entre os clubes que permanecem nos seus estádios e os que terão de jogar longe da casa habitual. Há vários clubes a levantar esse problema, pondo em causa a veracidade da competição.

Foi ainda discutida a possibilidade de os jogadores usarem máscaras em campo, numa medida que visava impedir a propagação do vírus mas, pelo que se apurou, esse cenário foi rapidamente posto de parte.

Quanto às inscrições dos jogadores na Liga NOS, estas serão válidas até ao dia seguinte ao último jogo, mesmo no caso dos 126 atletas cujos contratos terminam a 30 de junho. É isso que prevê o acordo obtido ontem entre os líderes da FPF, Liga, Sindicato dos Jogadores e Associação Nacional de Treinadores de Futebol. No entanto, cada SAD terá ainda de resolver cada caso particular, acertando a duração e a remuneração para o período extra de trabalho.