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52 milhões de euros: a quebra dos jogos à porta fechada para Benfica, Sporting e FC Porto

É a preocupação do momento. Como compensar as vertiginosas quebras de receitas de bilheteira. O problema é bem maior nos três grandes do que nos outros clubes da I Liga

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Carlos Rodrigues

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Ao admitir que, na próxima época, os estádios poderão apenas registar um quarto da capacidade de assistência, Frederico Varandas admitiu a missão difícil dos clubes grandes para conseguir ultrapassar a dificuldade. Trata-se de uma fonte de receita que, no caso do Sporting, chega aos 20% do total. Se contabilizarmos os três grandes rivais juntos – e o “Record” fê-lo – os lucros habituais chegam aos 51,9 milhões de euros, uma verba que poderá agora cair para quase zero, caso não haja espetadores nas bancadas, na próxima época, ou 12,5 milhões de euros, se for admitida a utilização de 25% da lotação de cada recinto, hipótese que o primeiro-ministro António Costa colocou em cima da mesa.

Confirmando-se os 25% de assistência, a procura será superior à oferta e isso implicará um ajuste de preços. O que é certo é que as estratégias de venda só poderão avançar quando existirem certezas e, neste momento, não se sabe sequer ainda se as últimas jornadas do campeonato se vão realizar.

O jornal “Record” lembra ainda o problema logístico que será necessário resolver para que haja cumprimento das distâncias de segurança por parte dos espetadores no estádio. Há muitas famílias e amigos que compram bilhetes em conjunto e veem o jogo lado a lado. Pelas emoções que o futebol gera não será fácil mantê-los no lugar designado ou impedir comemorações mais efusivas.

Depois dos três grandes, o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães são os clubes que mais gente levam aos seus estádios. No caso dos bracarenses, os pacotes Corporate chegam a 1,3 milhões de euros e a bilheteira tem resultados a rondar os 700 mil euros, pouco se compararmos com a venda de Trincão para o Barcelona por 30 milhões de euros.