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O Bayern quer renovar o plantel com promessas talentosas. Sané e Havertz são os principais alvos

O campeão alemão dos últimos sete anos quer mais sangue novo numa equipa “demasiado” habituada a ganhar. Os seus olhos estão espalhados pelo mundo em busca de novos talentos mas há dois que interessam mais do que os outros

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Leroy Sané

Tom Flathers

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O Bayern de Munique está interessado em jogadores jovens, talentosos e nem precisam de ser assim “tão” baratos. O clube da Baviera foi campeão alemão nos últimos sete anos, tem um plantel já rodado na arte de dominar o futebol e precisa de jovens ambiciosos que ajudem a equipa e consolidar o domínio interno e lhe permita voltar a reinar na Europa.

Em 2013, o Bayern ganhou praticamente tudo: Bundesliga, Taça da Alemanha, Liga dos Campeões, Supertaça Europeia, Mundial de Clubes. Só faltou a Supertaça Alemã. No plantel atual, estão ainda Neuer, com 34 anos, Boateng (31), Javi Martínez (31), Alaba (27) e Müller (30), os veteranos de um conjunto que, apesar de tudo, apresenta uma média de idades de 24 anos.

De acordo com o jornal “Record”, o clube de Munique investiu mais do que nunca na época passada, tendo gasto 130 milhões de euros em Lucas, Pavard, Cuisance e Arp, todos com menos de 25 anos. Também os empréstimos de Coutinho e Perisic custaram 13,5 milhões aos cofres bávaros.

A política de renovação começou em 2016, precisamente com um português: Renato Sanches. Depois, chegaram Gnabry, Coman, Tolisso ou Alphonso Davies. Para 2020/21, o Bayern já garantiu o promissor guarda-redes Alexander Nübel, de 23 anos, e a custo zero. Os principais alvos serão, no entanto, Leroy Sané e Havertz, embora sejam jogadores caros. O que não seria problema, não fosse o impacto financeiro provocado pela Covid-19.

A imprensa alemã diz que já existe acordo com Sané, mas falta ainda convencer o Manchester City a deixar sair o extremo de 24 anos. Sobre Havertz, o seu atual treinador no Bayer Leverkusen, Peter Bosz, é o primeiro a avisar: "Será sempre uma transferência superior a 100 milhões". Havertz tem apenas 20 anos.

Se a juventude é um elixir para a energia e a ambição, por outro lado, pode haver um problema de falta de liderança. As dificuldades passadas sob o comando de Niko Kovac, com o técnico croata a acabar por ser despedido, foram atribuídas por Lewandowski às “dores do crescimento”.

"Em todos os sectores da equipa deve haver um líder. Mas o plantel é muito jovem. Esta geração escreve muitas mensagens, fala menos... É uma cultura diferente", explicou o polaco.