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Lineker, Samuel L. Jackson, Jordan e o apetite pelo jogo. “Apostou o Ferrari, ganhou e saiu dali no Mercedes do colega de equipa”

A antiga estrela da NBA não admite a dependência mas várias são as histórias sobre apostas a que não resistiu. Do golfe ao bilhar, passando pela namorada do liceu. Desta vez, é Gary Lineker a contar uma história que o envolve a ele e a uma entourage

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Scott Clarke

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O antigo futebolista inglês Gary Lineker confirmou as histórias acerca do famoso apetite de Michael Jordan por apostas, contando uma história interessante que o jornal “Daily Mail” publica. O relato refere-se a um encontro entre Lineker e Jordan na estância de golfe de Sunningdale, em Inglaterra.

O basquetebolista, personagem principal do documentário “The Last Dance”, em exibição na Netflix, esteve em Inglaterra e quis jogar uma partida de golfe. Gary Lineker, que atualmente apresenta um programa de televisão, foi o anfitrião do grupo de Jordan, que incluía o ator Samuel L. Jackson.

Quando falaram de apostas, para tornar o jogo mais interessante, a resposta descontraída de Jordan em relação aos valores deixou os seus opositores de boca aberta: “O que quer que te deixe desconfortável, pá”. A paixão da antiga estrela da NBA por golfe – e por apostas – não é nova nem desconhecida do público mais atento.

Quando questionado nas redes sociais acerca dos detalhes da aposta, Lineker acrescentou: “Minúscula, pelos padrões do Michael Jordan, imagino eu. 500 libras ou à volta disso. E ele é uma ótima companhia, por falar nisso”.

No documentário, pode ver-se um Jordan no auge da fama, nos anos noventa, a responder à pergunta “Tem problemas com o jogo?” com “Não. Tenho um problema com a competição”. A NBA chegou a investigar a dependência de Jordan mas, segundo David Stern, na altura comissário, “nunca chegou a ser uma crise épica, na minha opinião”.

No livro “Michael Jordan: The Life”, é referido que a antiga estrela do basquetebol escreveu uma carta a uma ex-namorada do liceu a pedir-lhe que pagasse uma aposta que ele lhe tinha ganho. Já em 2019, um cheque de cinco dólares assinado por Jordan nos tempos da faculdade foi a leilão. Destinava-se a outro estudante, para pagar uma aposta perdida pelo basquetebolista numa partida de bilhar.

No final da carreira, quando Jordan jogava nos Washington Wizards, o jovem Jamal Crawford desafiou o veterano para uma competição de triplos por 1.000 dólares. Jordan ganhou. A parada subiu para 5.000 dólares e Crawford venceu. Então, Jordan perguntou-lhe: “Em que carro vieste?”. Era um Mercedes novo. Alegadamente, Jordan apostou o seu Ferrari, ganhou e saiu dali no Mercedes do colega de equipa.

Agora, aos 57 anos, foi-lhe repetida a pergunta: “Tem problemas com o jogo?” Confiante, respondeu com clareza: “Não. Porque eu consigo parar de jogar”.