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Jogador da NFL foi vítima de assédio sexual por mulher embriagada em pleno voo. Vai processar a companhia

O atleta, que prefere permanecer anónimo, queixa-se da falta de ação da United Airlines perante a situação. Vai processar a companhia aérea para que o caso seja conhecido

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Doug Pensinger

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Um jogador da NFL está a processar a companhia aérea United Airlines, alegadamente por ter sido assediado sexualmente por uma passageira de um voo entre Los Angeles e Newark, em fevereiro. Segundo o atleta, que escolheu permanecer anónimo, a companhia falhou na resposta apropriada às queixas.

De acordo com o j0rnal inglês “The Guardian”, um afro-americano de New Jersey identificado como John Doe 1 no processo que de entrada na segunda-feira, em Los Angeles, procura uma compensação da companhia aérea por falha no “dever afirmativo de ajudar e proteger os passageiros”.

O processo refere que o atleta e outro passageiro afro-americano, sentados nos lugares do meio e o corredor respetivamente, fizeram quatro queixas sobre uma passageira branca no lugar à janela, visivelmente “sob influência de drogas”, por “avanços sexuais indesejados”.

Após as queixas apresentadas aos assistentes de bordo terem sido ignoradas, o assédio “intensificou-se”, tornando-se cada vez mais sexual, com “a passageira a passar a mão dentro das calças do atleta, perto dos genitais”, pode ler-se no processo.

“Receoso por ser uma vítima masculina e devido ao estigma de ser um jovem afro-americano, John Doe 1 pediu calmamente que a agressora parasse e tirasse a mão”, lê-se mais à frente. Quando o jogador deixou o lugar para se queixar novamente, depois de a mulher ter agarrado o seu pénis, a mulher mudou de lugar e começou a assediar o outro passageiro.

Finalmente, os assistentes de bordo falaram com a mulher, que admitiu ter estado a beber álcool e a tomar comprimidos, e mudaram-na de lugar.

Os advogados dos dois homens dizem que o processo é sobre “esclarecimento”. “O nosso objetivo é mostrar como o assédio pode, e é, feito aos homens e não apenas às mulheres. (…) Isto é significativo porque assédio é assédio, independentemente de género, raça e atributos físicos da vítima.”

A companhia aérea disse apenas que “a segurança e o bem-estar dos clientes é sempre a prioridade”. Sustentando-se no facto de haver um processo em curso, a United Airlines recusou-se a fazer mais comentários.

De acordo com um relatório de 2018 do FBI, o número de casos de assédio sexual em voos comerciais tem aumentado “de forma alarmante”. A maioria dos casos acontece em voos noturnos de três horas ou mais.