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Limitações nos testes, mudanças na utilização de pneus, motores mais iguais. Vem aí a Fórmula 1 “low cost”

Foi aprovada uma série de medidas que acelera a transição da Fórmula 1 atual para uma modalidade mais barata e mais competitiva

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Mark Thompson/Getty

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O World Motor Sport Council, organismo que junta a FIA, as equipas e os proprietários da Fórmula 1, aprovou, por unanimidade e com voto eletrónico, uma série de regulamentos com o objetivo de tornar a modalidade mais justa e atrativa nos próximos anos. Este pacote faz com que a introdução do novo regulamento técnico para 2022 seja acelerada, para um regulamento de transição para baixar custos, devido aos prejuízos causados pela covid-19.

Os custos do campeonato mais importante do automobilismo passaram para 145 milhões de dólares em 2021, 140 milhões em 2022 e 135 milhões para 2023-2025, no pressuposto de se manterem as 21 corridas por época.

No que diz respeito ao regulamento técnico, haverá o congelamento de uma grande lista de componentes entre 2020 e 2021. A lista inclui o chassis, a caixa de velocidades, uma série de componentes mecânicos e estruturas de impacto. Tudo isto pressupõe uma poupança grande de dinheiro. Para além disso, foi concebido um sistema para permitir um número muito limitado de alterações de acordo com as necessidades específicas de cada equipa.

Para 2020, haverá limites para as atualizações da Unidade de Potência. Em 2021, será alterada a visão do carro no chão e moderado o aumento da carga aerodinâmica entre 2020 e 2021. Para 2021, haverá um aumento mínimo do peso dos carros para 749 kg.

Apesar de ainda não haver decisões oficiais, a intenção dos responsáveis pela Fórmula 1 é que o desenvolvimento dos motores será abrandado, com a intenção de congelá-lo por completo a partir de 2023. Espera-se que assim todos os motores tenham mais ou menos a mesma potência. Crucial será a perceção da capacidade dos motores para competirem entre si no momento em que o desenvolvimento for congelado.

Já em 2020, será permitido testar pneus durante a segunda sessão de treinos livres, caso seja necessário aprovar uma nova especificação de pneus pela Pirelli. Também será estendida a utilização de pneus caso a primeira sessão de treinos livres seja feita em pista molhada.

Também na época que deverá começar em breve, as corridas à porta fechada poderão ter um máximo de 80 pessoas por equipa. Haverá também uma redução de provas aerodinâmicas e a introdução de restrições no banco de testes da Unidade de Potência, por questões de custo.

Para 2021, haverá uma redução adicional nos testes aerodinâmicos e a introdução de uma orientação que dará a possibilidade de testar mais às equipas mais abaixo na tabela de classificação e o inverso aos primeiros classificados.

Ao mesmo tempo, a FIA definiu os valores para os componentes transferíveis para 2021, extremamente importantes considerando a redução de custos. O conceito de Valores Hipotéticos tem como objetivo permitir às equipas mais pequenas evitar a necessidade de estabelecer e manter a capacidade de desenhar, desenvolver e fabricar as peças designadas como “componentes transferíveis”. Isso irá permitir às equipas pequenas poupanças genuínas.