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Asher-Smith: dos sprints aos treinos com veados

Dina Asher-Smith é uma velocista britânica que se viu fechada no apartamento durante os treinos para as Olimpíadas. Com o alívio do adiamento, a atleta foi treinar para um parque com veados

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Clive Rose - British Athletics

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A velocista britânica Dina Asher-Smith descreveu como corer com veados a tem mantido em forma durante o confinamento devido à Covid-19. A atleta admitiu também que ficou aliviada quando os Jogos Olímpicos foram adiados por causa da quase-impossibilidade de treinar o suficiente.

Se as Olimpíadas aconteceram mesmo no próximo ano, Asher-Smith será uma das favoritas para juntar mais medalhas à que conquistou nos Mundiais de 2019. Mas isso é apenas um horizonte longínquo, quando a atleta britânica tem estado a trabalhar a um ritmo completamente diferente, no ambiente radicalmente distinto de um parque de veados, nas últimas semanas.

“Os velocistas costumam brincar que nós não percebemos como o pessoal das longas distâncias faz essas corridas longas,” disse a atleta de 24 anos. “Como o cenário é tão bonito, comecei a perceber. Correr num parque, entre veados, é definitivamente diferente do que eu estaria normalmente a fazer. O meu programa de treino normal consiste em muito ginásio, muitas coisas curtas e intensas. Foi estranho mas foi uma mudança pacífica.”

Os Jogos Olímpicos foram adiados a 24 de março, um dia depois de o confinamento ter começado no Reino Unido. Se as Olimpíadas tivessem continuado programadas para este ano, Asher-Smith e os seus pares teriam pela frente uma tarefa monumental em condições difíceis, nos próximos quatro meses.

“No dia em que foi anunciado o adiamento, lembro-me de sentir algum alívio. Acho que se tornou impraticável na situação em que estávamos. Lembro-me de pensar: ‘Como vou fazer um treino padrão das Olimpíadas e manter a forma de que preciso e em que quero estar para as Olimpíadas treinando no meu apartamento?’”.

A atleta continua. “Antes disso, passei por um período, como muitos atletas, de descrença, a pensar: ‘Não, não sejas parva. Não vai ser cancelado.’ Depois, quando as coisas ficaram pior, pensei: ‘Não sei se isto é sustentável’. Depois, gradualmente, acabei por aceitar: ‘Sim, é muito improvável’.”