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Governadora de Tóquio defende Jogos Olímpicos na versão “simplificada”. “Temos de racionalizar o que precisa de ser racionalizado”

O governo japonês já está a trabalhar com o Comité Olímpico Internacional para encontrar soluções que viabilizem a organização do evento. Sabe-se que um novo adiamento está completamente fora de hipótese

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CHARLY TRIBALLEAU

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A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, afirmou que pode ser necessário “simplificar” os Jogos Olímpicos do próximo ano devido ao impacto da pandemia Covid-19. Segundo Koike, os organizadores já estão a discutir possíveis alterações.

Os comentários da governadora foram feito depois de o jornal “Yomiuri” ter noticiado que várias opções, como a testagem obrigatória ou haver menos espetadores, estavam a ser consideradas pelos organizadores do mais carismático evento desportivo do mundo.

John Coates, chefe dos inspetores do Comité Olímpico Internacional em Tóquio, disse que a falta de defesas contra o novo coronavírus ameaçaria os jogos e que os organizadores têm de começar a planear o que poderá ser uma Olimpíada “muito diferente” se entretanto não houver sinais de erradicação do vírus.

“Organizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos implica a compreensão dos cidadãos de Tóquio e do Japão. Para tal, temos de racionalizar o que precisa de ser racionalizado e simplificar o que precisa de ser simplificado,” disse Yuriko Koike.

De acordo com o jornal “Yomiuri”, que cita fontes governamentais e do comité organizador, tornar os testes à reação em cadeia obrigatórios para todos os espetadores e não apenas para atletas e staff, bem como limitar movimentos dentro e fora da aldeia olímpica são duas das opções que o Japão quer discutir com o COI.

Em março passado, numa decisão sem precedentes, o COI e o governo japonês decidiram adiar os Jogos Olímpicos, que deveriam começar em julho. Sabe-se que um novo adiamento, para lá de 2021, não será possível.