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Anthony Joshua: “Se acham que eu sou racista, vão-se f****”

O campeão do mundo de pesos pesados participou numa marcha Black Lives Matter em Watford, Inglaterra. Joshua não escondeu a indignação por terem publicado um vídeo seu a ler um discurso de outra pessoa

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David M. Benett

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Anthony Joshua respondeu aos críticos que lhe chamaram “racista” depois do discurso que fez na manifestação de sábado passado. Vestindo um casaco com o nomo do movimento Black Lives Matter na frente, o campeão do mundo de WBA, WBO e IBF juntou centenas de pessoas no protesto pacífico em Watford, a sua cidade-natal. Joshua apareceu lesionado, com canadianas e uma perna engessada.

Num parque, o campeão de pesos pesados leu um discurso contra o racismo. AJ começou por ler as palavras de pessoas que não podiam estar presentes no protesto. Um excerto foi retirado do contexto e publicado nas redes sociais no sábado. Nele, Joshua dizia: “Mostrem-lhes onde dói. Abstenham-se de gastar o vosso dinheiro nas suas lojas e economias, e invistam em negócios detidos por negros”.

Após as reações nas redes sociais, o pugilista publicou uma resposta no domingo à noite, dizendo: “Se acham que eu sou racista, vão-se f****! Se virem o vídeo completo, o discurso foi passado para que alguém o lesse e eu comecei. Pessoalmente, falei do coração, sobre a comunidade de Watford, ideias para nós investirmos para criar união e oportunidades para a comunidade afro-caribenha”.

Joshua prosseguiu dizendo: “As lojas não são o problema aqui. Antes de dizerem m****, deviam boicotar o racismo”. Numa declaração anterior, Joshua falou sobre outras críticas ao desrespeito pelo distanciamento social durante os protestos: “Compreendo as preocupações com o distanciamento social. No entanto, espero que aqueles que se queixam disso tenham a mesma energia para criticar os que passam um dia na praia ou no parque a fazer piqueniques”.

Os protestos da Black Lives Matter, em que Joshua participou, pretendem homenagear George Floyd, vítima de violência policial nos EUA e contestar o excesso de agressividade das forças da autoridade, particularmente contra a comunidade negra norte-americana.

“George Floyd – todos sabemos o seu nome – foi o catalisador numa lista que é já demasiado longa,” lamentou Joshua.