Tribuna Expresso

Perfil

Revista de Imprensa

Izzy Christiansen sobre a Common Goal: “É muito importante que as futebolistas sejam exemplos a seguir”

A jogadora do Everton juntou-se ao projeto que quer pôr os futebolistas a ajudar projetos comunitários em mais de 90 países. E está ansiosa por voltar a jogar

Tribuna Expresso

Soccrates Images

Partilhar

Izzy Christiansen é jogadora do Everton e da seleção inglesa. Está habituada à pressão. Para já, não há momentos de adrenalina nem troféus para conquistar. Por um lado, o confinamento tem sido imensamente frustrante mas também tem permitido à média de 28 anos pensar num renovado amor pelo jogo e numa nova determinação para promover a justiça social.

Na sexta-feira, Christiansen junta-se à Common Goal. É um movimento social de impacto, que permite que qualquer pessoa envolvida no futebol mundial doe pelo menos 1% do seu salário a uma rede de projetos comunitários que apoiam jovens em mais de 90 países.

Juan Mata, Jürgen Klopp e mais 151 jogadores e treinadores assinaram. Mas mais de 50% dos participantes são mulheres. Considerando a disparidade entre géneros ao nível dos salários, essa percentagem passa uma mensagem forte.

Christiansen disse ao jornal “The Guardian”: “É muito importante que as futebolistas sejam exemplos a seguir. Dá-te uma ideia do tipo de pessoas que nós somos. Lutámos várias batalhas nas nossas carreiras para alterar as perceções. A Common Goal é muito importante para nós.”

A vontade de Izzy não se prende apenas com o seu lado profissional. A irmã mais nova, Rosie, saiu recentemente da faculdade de medicina em Glasgow e trabalha muitas horas num hospital, no primeiro dos dois anos de internato para ser médica.

“A minha irmã fez um mestrado em medicina tropical e voltou de África com ideias incríveis. Isso aumentou o meu interesse na Common Goal e em como eles podem ajudar os cuidados de saúde à volta do mundo. É algo que eu queria fazer há algum tempo mas o confinamento deu-me tempo para avaliar o que quero fazer e para viver de forma diferente.”

Depois de uma lesão grave que a deixou de fora do último Mundial, Izzy parece ter reencontrado o amor pelo jogo. A antiga jogadora do Lyon, licenciada em ciências do desporto pela Birmingham University, encontrou no Everton e na norueguesa Ada Hegerberg uma ajuda essencial.

Izzy diz que está ansiosa pelo regresso do futebol: “Os dias estão a passar depressa. Nem sequer tenho visto muita televisão… Tenho passeado muito o cão, lido muito. (…) De certa forma, acho que podemos vir a olhar para os tempos de autorreflexão como uma bênção disfarçada. Mas estou sempre a olhar em frente, agora, ansiosa por voltar a treinar.”