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Open dos EUA pode juntar-se a Wimbledon na lista de eventos cancelados

Não há consenso nas conversações entre organizadores, associações e jogadores, que não se sentem confortáveis com a estadia em Nova Iorque em agosto. Mudança para outro estado ainda é opção mas a decisão tem de ser tomada até segunda-feira

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JOHANNES EISELE/Getty

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O Open dos EUA pode vir a juntar-se a Wimbledon na lista de eventos cancelados em 2020, a não ser que algumas figuras chave consigam ser persuadidos durante o fim de semana de que vai ser seguro estar em Nova Iorque no fim de agosto.

Há sérias divergências entre os diversos intervenientes no torneio. Isso mesmo foi revelado por videoconferência, esta semana, nas reuniões entre os organizadores, a Associação de Ténis dos EUA, os mais de 400 jogadores do ranking, bem como treinadores e representantes da ATP e da WTA.

Para muitos dos principais jogadores, como Novak Djokovic, Rafael Nadal, Simona Halep e Nick Kyrgios, a ameaça da pandemia do coronavírus e muitas restrições de movimentos sobrepõem-se à carreira ou às preocupações financeiras. Por outro lado, a USTA está desesperada para que o evento aconteça. Tanto ATP como WTA apoiam a realização mas têm algumas dúvidas.

O presidente da USTA, Patrick Galbraith, disse na reunião de quarta-feira: “Temos menos de uma semana, precisamos de decidir o que vamos fazer.” O plano, ao qual Djokovic se opõe veementemente, é criar uma “bolha” para os jogadores e os participantes em hotéis de aeroporto, limitando a sua equipa de assistência a apenas um elemento.

Entretanto surge também a hipótese de mudar a competição de estado, embora a ideia Indian Wells já tenha sido desmentida por terem surgido novos casos de Covia-19 na Califórnia.

Depois do cancelamento de Wimbledon e da incerteza sobre o Open dos Estados Unidos, pode ter sido a prova australiana, em janeiro passado, a honrar a temporada. Roland Garros passou de maio para setembro, portanto, ainda é hipótese.

Voltando a Nova Iorque, segundo o jornal espanhol “Marca”, o grupo WhatsApp dos 100 jogadores melhor colocados do mundo revelou muito pouco entusiasmo em “viajar para Nova Iorque e acabar fechado durante um mês”.

Simona Halep, a número dois do ranking WTA, disse ao “New York Times”: “É importante compreender que todos têm necessidades e circunstâncias individuais, e devemos fazer o melhor pela nossa saúde pessoas e pensar a longo prazo na nossa carreira”.